Efusivas, beijinhos, abraços, elogios mútuos,sempre animadas e falantes, algumas com posturas elegantes e empertigadas,outras com modos acanhados, o congruente entre elas era a ávidez nos próprios desabafos e nas novidades dos outros;
Dna. Ezinha, as recebia com regalo.
As Comadres não se faziam de rogadas, colocavam as mãos na massa, rapidamente juntavam mesas banquetas, nesse momento a preocupação era reservar mesas pras Comadres que estavam ainda por vir após a devida arrumação sentavam-se, cruzando as pernas elegantemente, na espera de serem servidas. As preferências,Dna. Ezinha conhecia bem, as que gostavam de bebida forte e em demasia, ela trazia numa embalagem própria(disfarce), sabia também que embaixo da mesa era o esconderijo das garrafas,(social da impecabilidade), as gulosas ela servia apetitosos beliscos,as saciadas só água, paladar não se discute! Almas famintas? Muito menos!O grupo era composto de mulheres bem casadas, mal casadas, viúvas sossegadas, viúvas fogosas, solteiras esperançosas,solteironas convictas,devotas fervorosas,separadas, divorciadas, amancebadas, recém casadas e progenitoras, uma melodia humana real dada a diversidade entre as idades, raças, credos e social, cada uma com a sua estória! Todas muito a vontade na birosca da Dna. Ezinha. Uma frase muito falada entre elas; "não sou feliz! Mas,também não sou infeliz"! A Praça é o nosso baluarte! HAHAHA
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