Dna. Ezinha quando chegava na birosca,era como se fosse o seu (terceiro turno),já começava servindo finas cachaças aos cancioneiros, o primeiro gole era de praxe ouvir o estalar das línguas denotando satisfação,em seguida, começavam seus cantos prescrutando os cantinhos da alma do povo, no sal das baixarias encobertas, eles destilavam com humor, em alto e bom som, espalhavam os endereços,dando aparência anônima,mas,todos entendiam o recado.
Dna.Ezinha,era uma das voltas da chave, no sucesso dos repentistas, muito diplomática,soltava pérolas apimentadas, e...continuava o seu trabalho, atendendo e servindo os inúmeros pedidos dos fregueses.Sr. Onofre,era meio que caladão,ouvia, às vezes ria,só!
Por tudo isso as lendas e fofocas, desembocavam magnânimamente na Birosca, do casal,entre os deliciosos quitutes, salgadinhos, docinhos, bebidas e... as enlevadas novidades da vida alheia, um quadro muito primoroso ornamentava a entrada da birosca, aliás, dado por uma das comadres,no centro do quadro uma frase escrita em alto relevo:-"Ganha-se pouco mas, se divertee";
Os repentistas, e muitos outros, tinham implicância com as comadres, mas, reconheciam que elas eram um "mal necessário",representavam a força viva do roteiro da moral na cidade, todos pisavam fininho,com medo do serpentiar delas e cairem na boca do povo; Elas percebiam e como resposta diziam, "quem não deve não treeme"...
Os Bons artistas, tinham a psicologia dos frequentadores pelo horário,encenavam de acordo com o público,exemplo:- As comadres, eram as primeiras a estancarem na praça, imediatamente eles, empunhavam suas violas, sanfonas e outros instrumentos musicais, entonavam canções românticas,reviravam os olhos,interpretação estupenda de eternos apaixonados, o intuito era, "adocicar os corações rígidos das Damas", conseguiam enternece-las, mas,mesmo assim, elas tinham um pé atrás, evitavam que eles escutassem suas prosas.
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