quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A praça: Comadre Faladeira - Comadre doidivana da noite

Comadre com fama de + faladeira era uma senhora bem alta e magrinha,era conhecida pelos recortes da janela da sua casa, através deles,acompanhava os namoricos dos casais na rua, discursões acaloradas, entrada e saída dos vizinhos,sempre na espreita, era chamada de, "A gata borralheira da greta da janela", entretanto, era muito amada pelas suas amigas comadres de praça, (seu conforto);
Comadre Flunense com alguns matrimonios em seu currículo de vida, o último, deu o que falar na cidade; Sua lua de mel ,foi literalmente no mel, eles arrulhavam feito pombos, a vizinhança comentava, até que enfim! Flunense encontrou sua cara metade! Após a lua de mel,os dois recomeçaram trabalhar, a partir daí, tudo mudou! Motivo! Seu sono leve! O amado roncava de trovejar, virava-o na cama, nada! O ronco continuava, daí, mudou de cama, foi pra sala, o ronco persistia, enfim, usou todos os cômodos da residência, eh nada! O ronco repercutia na casa como um todo, na tentativa de salvar o casório, convidou-o pra fazer terapia, ele relutante, não aceitou;
Dna. Flunense de tantas noites em claro, perdeu as estribeiras, partiu "pro" tudo;
Decidida, a defender o seu sono,compartilhou novamente a cama com o marido;
conclusão:-Ele saiu de casa, quase que de pijama!
-Por sua vez o ex. de Dna.Flunense saiu soprando abelhas, dizia pros amigos,fui logrado! Casei com uma pessoa e encontrei uma "doidivana encoberta";
- Desabafo do Ex no amargo e no sal, pros amigos, que mulher!Daí,dava os adjetivos do sentimento por ela, truculenta, marrenta, doidivana, em seguida relatava o que havia lhe sucedido: No melhor do sono, a doidivana, começava a desferir socos, pontapés, xingava "porco roncador", Com a expressão incrédula ele gesticulava com as mãos, abria os olhos e pausadamente dizia,ela conseguia se transformar, numa mulher voadora na cama! Os amigos ouvintes: - Arregalavam os olhos e esboçavam Ahãm, ele prosseguia no desabafo,meio que choroso,dizia que acordava assustado todas as noites, com os razantes dela, a fofoca do Ex. corria de boca em boca pela cidade.
Por tabela a vizinhança, foi arrolada nas núpcias,despertavam com os berros do casal, madrugadas agitadas;
Dna. Flunense, ficou mal e bem vista na rua, os que roncavam ou mesmo ressonavam, odiavam-a, os sonos leves amavam seus escândalos das madrugadas, sentiam-se defendidos fisiologicamente.
As comadres na época deram apoio irrestrito a amiga. O tempo passou, a estória ficou apenas na memória de todos,os comentários esfriaram,porém Dna Flunense ganhou o rótulo, "doidivana da noite"; Terminou o agito das madrugadas,pra desprazer dos insônios;
O Ex. de Dna.Flunense, tempos depois, casou novamente,a expectativa de todos era em relação a sua roncadura, pelo que se sabe, seus roncos não incomodou sua nova esposa;

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