sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rock RIR

Silêncio na terra calmaria no ar, sem vento! Silêncio, Silêncio! Sem vento sem frio tom forte de um azul enegrecido, as estrelas e a lua coniventes, silêncio!"Breu" paira solene, sem tristeza nem drama, é o transmutar cada um no seu tempo! Instante poético do descanso planetário, Ninar, silêncio, silêncio, no aconchego da tepidez que o sereno emana, o inexorável transladar no tempo, sem pressa silêncio! Cá embaixo, os arbustos e as folhagens compartilham o silêncio, suas vestes recebem as benesses, orvalhos! Perfeição! Num outro cantinho demarcado, luzes! Fachos de luzes multicoloridas, em movimento concêntrico milhares de silhuetas humanas se misturam, entre os fachos luminosos e o som, confluência entre o silêncio acima e o barulho no CHÃO dualidade na trilha da inspiração! Reis e Rainhas em cima do palco cantando cantando, o "plebão" animados lançam energia de intensa alegria pro ar a nobreza dos artistas capta e manda bem de volta e assim, formam a coligação de sonhos num rítmo pulante e afinado espalhando Luzes.. Cores..Músicas.. Amores..Danças.. Amizades.. Celebrando o que mesmo? Rock in roll.. RIR no RIO!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A praça: Comadre Faladeira - Comadre doidivana da noite

Comadre com fama de + faladeira era uma senhora bem alta e magrinha,era conhecida pelos recortes da janela da sua casa, através deles,acompanhava os namoricos dos casais na rua, discursões acaloradas, entrada e saída dos vizinhos,sempre na espreita, era chamada de, "A gata borralheira da greta da janela", entretanto, era muito amada pelas suas amigas comadres de praça, (seu conforto);
Comadre Flunense com alguns matrimonios em seu currículo de vida, o último, deu o que falar na cidade; Sua lua de mel ,foi literalmente no mel, eles arrulhavam feito pombos, a vizinhança comentava, até que enfim! Flunense encontrou sua cara metade! Após a lua de mel,os dois recomeçaram trabalhar, a partir daí, tudo mudou! Motivo! Seu sono leve! O amado roncava de trovejar, virava-o na cama, nada! O ronco continuava, daí, mudou de cama, foi pra sala, o ronco persistia, enfim, usou todos os cômodos da residência, eh nada! O ronco repercutia na casa como um todo, na tentativa de salvar o casório, convidou-o pra fazer terapia, ele relutante, não aceitou;
Dna. Flunense de tantas noites em claro, perdeu as estribeiras, partiu "pro" tudo;
Decidida, a defender o seu sono,compartilhou novamente a cama com o marido;
conclusão:-Ele saiu de casa, quase que de pijama!
-Por sua vez o ex. de Dna.Flunense saiu soprando abelhas, dizia pros amigos,fui logrado! Casei com uma pessoa e encontrei uma "doidivana encoberta";
- Desabafo do Ex no amargo e no sal, pros amigos, que mulher!Daí,dava os adjetivos do sentimento por ela, truculenta, marrenta, doidivana, em seguida relatava o que havia lhe sucedido: No melhor do sono, a doidivana, começava a desferir socos, pontapés, xingava "porco roncador", Com a expressão incrédula ele gesticulava com as mãos, abria os olhos e pausadamente dizia,ela conseguia se transformar, numa mulher voadora na cama! Os amigos ouvintes: - Arregalavam os olhos e esboçavam Ahãm, ele prosseguia no desabafo,meio que choroso,dizia que acordava assustado todas as noites, com os razantes dela, a fofoca do Ex. corria de boca em boca pela cidade.
Por tabela a vizinhança, foi arrolada nas núpcias,despertavam com os berros do casal, madrugadas agitadas;
Dna. Flunense, ficou mal e bem vista na rua, os que roncavam ou mesmo ressonavam, odiavam-a, os sonos leves amavam seus escândalos das madrugadas, sentiam-se defendidos fisiologicamente.
As comadres na época deram apoio irrestrito a amiga. O tempo passou, a estória ficou apenas na memória de todos,os comentários esfriaram,porém Dna Flunense ganhou o rótulo, "doidivana da noite"; Terminou o agito das madrugadas,pra desprazer dos insônios;
O Ex. de Dna.Flunense, tempos depois, casou novamente,a expectativa de todos era em relação a sua roncadura, pelo que se sabe, seus roncos não incomodou sua nova esposa;

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Praça: No Arterial

Sabedoras do giro da vida, elas emanavam um fulgor bárbaro, nem as calças/calcinhas/fios dentais/cuecSas/cuequinhas ou mesmo no pêlo,conseguiam acompanha-las, tamanha energia que elas emitiam nas festas, seus convidados de honra bem que tentavam!
Nos preparativos as Comadres ficavam ao natural, expressavam livremente os seus " Cada com o seu cada um", tipo- Subiam o tom nas falas,daí, originava uma intensa exaltação nas veias do pescoço e do colo, o corpo acompanhava a emoção, no auge! Ele também falava:!? Expressavam com eloguência seus pontos de vista.
- Mãos na cintura, giro de um ombro a frente, flexão dos braços,com simultânea abertura das mãos,uma perna a frente da outra, um dos calcanhares em elevação, os indicadores (esq.dir.)apontavam aleatóriamente nas diversas direções, enfim, trejeitos, caminhadas no círculo dos acontecimentos, a falação era ininterrupta,até chegarem nas soluções! Não deixavam pendengas, sempre no aqui e agora, tudo no entremeio dos Egos acalorados, na veemencia, Esboçavam inúmeros discursos!Exemplos de alguns:
-AH é! Que naaada, ela não sabe fazer como eu! Tou acostumada desde pequenina, lembro que subia no banquinho da pia pra aprender, sou rodada nessa via, sempre deu certo!Ao longo do tempo recebi incontáveis elogios, meu neto Moninho é um chefe de cozinha reconhecido! Aprendeu comigo! A falação, das outras comadres,que naquela específica tarefa não mandavam tão bem, um pouco despeitadas,faziam "muxoxo",imediatamente passavam a bola, antes porém,lançavam olhares de fácil compreensão, legitimando a cobrança! "tem que fazer melhor que a gente"!
- As comadres vencedoras, entendiam o significado do passe recebido,orgulhosas, caiam no trabalho, carregando triunfalmente as suas perfeições, e seus imperceptivos contra-pesos, "montinhos de manias";
O Baluarte estava salvo até aquele quesito; Perder num ponto,era sinônimo de renovação,todas muito sagazes entravam em outras tarefas,uma competição interiorizada que se manifestava na polivalência dos DONS,era fato! Todas defendiam e honravam suas calçolas, o tempo era a senhora/senhor do saber, receber um olé ajudava a destramelhar novas idéias, assim, mensalmente os preparativos desafiavam as vaidades das perfeitas senhoras.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A praça: Entre-rugas

O leque era um importante acessório usual entre as comadres. Além de abanarem-se, servia de escudo, as vezes, paravam o abano, deixando apenas os olhos cintilantes amostra,quando a fofoca era quente e perigosa o leque era a segurança, outras vezes de tão empolgadas retirava-o, mostrando os rostos exultantes, as emoções ao longe eram detectadas pelas rugas, ao franzir as sobrancelhas no sentido longitudinal, transfiguração de uma possível discursão, elevando-as e entreabrindo a boca, "surpresa, pasmo",uma das mãos ou mesmo o leque virado pra ouvinte, confidências secretíssimas, risinhos nervosos o assunto já era meio que picante as fantasias estavam sendo relatadas em minúcias, de repente curtiam uma gargalhada geral, aí era difícil perceber a mentora da graça, com olhares argutos e pilhéricos todas sacavam que a maquilagem em esconder suas entrelinhas, pouco valia, o que importava naqueles momentos era liberar expandir seus sentimentos interiores sem vergonha de suas entre-rugas e com muitos e divertidos entre-olhares. Os finais de tarde das Comadres era radiante, aliás, se assemelhava a um final de festa, onde o pudor da lugar a irreverência;
-Até amanhãaaa, beijos, abraços calorosos, saculejos nos corpos acompanhando o rítmo da canção, outras de braços dados,com pose de autoridade milenar, as que bebiam um pouquinho + as amigas davam apoio,braços dados em correntinha de três, as senhoras de família, com elegância,retornavam suas casas amparadas pra reocuparem seus postos, (gestão domiciliar), renovadas, deixando atrás dos seus passos, as marcas das suas vidas, na "PRAÇA", os artistas populares, faziam seus plantios abstratos da incansável rota das vidas e das almas humanas, burilando os sentimentos reais, com seus artífices engenhosos do viver com graciocidade.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A praça: No miúdinho e no memorial - parte B

Efusivas, beijinhos, abraços, elogios mútuos,sempre animadas e falantes, algumas com posturas elegantes e empertigadas,outras com modos acanhados, o congruente entre elas era a ávidez nos próprios desabafos e nas novidades dos outros;
Dna. Ezinha, as recebia com regalo.
As Comadres não se faziam de rogadas, colocavam as mãos na massa, rapidamente juntavam mesas banquetas, nesse momento a preocupação era reservar mesas pras Comadres que estavam ainda por vir após a devida arrumação sentavam-se, cruzando as pernas elegantemente, na espera de serem servidas. As preferências,Dna. Ezinha conhecia bem, as que gostavam de bebida forte e em demasia, ela trazia numa embalagem própria(disfarce), sabia também que embaixo da mesa era o esconderijo das garrafas,(social da impecabilidade), as gulosas ela servia apetitosos beliscos,as saciadas só água, paladar não se discute! Almas famintas? Muito menos!O grupo era composto de mulheres bem casadas, mal casadas, viúvas sossegadas, viúvas fogosas, solteiras esperançosas,solteironas convictas,devotas fervorosas,separadas, divorciadas, amancebadas, recém casadas e progenitoras, uma melodia humana real dada a diversidade entre as idades, raças, credos e social, cada uma com a sua estória! Todas muito a vontade na birosca da Dna. Ezinha. Uma frase muito falada entre elas; "não sou feliz! Mas,também não sou infeliz"! A Praça é o nosso baluarte! HAHAHA

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Praça: No miúdinho e no memorial - parte A

Estória digna de relato, algumas Comadres chegaram na praça numa clamorosa despedida, naquele instante elas estavam tristes, do nada ou do tudo, sei lá!Reverteram a situação! O que seria o fim, transformou-se em recomeço pra elas e começo pra outros. Muito abaladas o entrelaço social delas estava em jogo, tomaram atitude, não abaixaram a cabeça! Como diz o ditado popular, "quem tem boca vai a Roma", abriram a boca, demarcaram o espaço público pra continuarem o convívio, os curiosos foram se achegando, foi assim, que mulheres de "família", passaram a frequentar Praça, de forma numérica e ruidosa. Pronto! Elas quebraram o tabu.
Nos dias festivos era incrível,as comadres despontavam por todos os poros da praça,cada uma trazendo, nos braços, bandejas, sacolas,etc, com andar acelerado lá vinham elas pisando firme na direção do centro da praça;
Nesses dias esmeravam nas indumentárias, porém, o que + chamava atenção era o filme interno das mentes, rostos iluminados, expressavam a ânsia de felicidade.
Na arrumação da festa, os de fora não conseguiam perceber donde partia o comando, pois, todas tinham postura de comandantes, se assemelhavam a um formigueiro, ordeiras sabiam suas funções, as lideranças eram diversificadas, tipo - Grupo da vassoura, grupo ornamentação, outro dos utensílios,enfim, cheias de sub-grupos unidos no trabalho,nos mínimos detalhes decoravam, em pouco tempo tudo estava em seus devidos lugares, os cenários eram surpreendentemente criativos,com perspicacia e bom gosto aproveitavam a beleza natural da praça e abriam + luminosidade, tudo muito belo! Quando inventavam festas temáticas, que exigia troca de vestuário,alí mesmo elas providenciavam local, davam jeito em tudo.
Comadre Niva, era a responsável pela abertura da festa, devota fervorosa, fazia um sinal, todas entendiam, imediatamente o silêncio se instalava postavam-se em redor da mesa, daí, dava início a oração, cada uma com sua maneira própria de estar, umas oravam, olhando fascinadas pra beleza da mesa,outras fechavam os olhos contritas, outras ficavam com os olhos bem abertos,a impressão era que espreitavam os melhores quitutes da mesa, outras tomavam conta pra não haver nenhuma mão boba antes da hora, tudo na santa paz!
logo que encerrava a oração, era de praxe um "pit" da Comadre deslumbrada, ela soltava algumas lágrimas, com o tempo foi sendo esclarecido o porque, - dedicou sua vida ao trabalho caseiro,não se cuidava era uma pessoa triste, uma vez foi convidada pra festa, adorou! A partir daí, houve a transformação da comadre deslumbrada, reformou sua imagem interna e externa,retirou a tristeza do coração, deu um trato na aparência, ficou bonita! Mesmo com tudo em cima, seu canal lacrimal continuava a liberar abundantes lágrimas misturadas aos risos nervosos, mas, como cada uma tinha as suas manias vivenciais, aceitavam, coisas da vida!
- Comadre profissional de festas, falava em tom solene o esperado: - "pode começar",em seguida Mãos sôfregas esbarravam em outras mãos =s, buscando os cobiçados quitutes; No paralelo da desgustação, outras comadres exerciam papéis distintos:
- As "judiciosas", marcavam na pressão "as comadres dos pratinhos, copinhos, guardanapos etc...", outras faziam fofocas quietas,eram as ajudantes das judiciosas, apontavam as faltas das comadres dos pratinhos pra casa, outras as alegres e zem nem aí, comiam, dançavam, falavam, riam, achavam tudo ótimo, divertiam-se com todas, com as fabulosas, as gulosas, as judiciosas e as apontadoras das faltas, aliás, o pós festa rendia fofocas do tamanho do mês. As judiciosas,ao mesmo tempo que fartavam-se com os comestíveis, ficavam de olho nas comadres "pratinhos pra casa",e também compondo novas estratégias, tudo no cuidado e na arte da convivência pra não desmoronar o baluarte; O hilário é que tudo ficava = FESTAS do PASSADO = FESTA do PRESENTE, projetos pras FESTAS do FUTURO,todas acreditavam que também seria = mesmo assim as JUDICIOSAS tagarelavam muito mas continuavam =s, sem se aprofundarem na ESTRUTURA da FESTA. Enfim, algumas vezes as fofocas caiam nas gulosas outras eram as judiciosas que pagavam micos.
Até, que chegou comadre Juneane novata na cidade,vulgo "comadre virtual", vendo tudo muito bonito, elogiou a festa, em seguida, pegou pesado na fala,com racionalidade, insinuou que elas podiam +, dada as múltiplas competências: As comadres escutaram, e gostaram! Há partir daí, foi criado outro recomeço delas na praça, convidaram instituições que atendiam os + desfavorecidos, aumentou a dimensão do sentimento solidário, sem acharem-se "BOAZINHAS", o sentimento cresceu naturalmente, com muita alegria e diversão, formando Escola, ocasionando múltiplas adesões incluindo os seus, calcinhas, fio-dental,cuecas cuequinhas, fraldinhas até os cirolas participaram do giro fraterno;
A CAUSA, tempos depois partiu da Praça, num bom clima entre beijos abraços e muitos sorrisos, "em festa"!
AS CONSEQUÊNCIAS + um endereço receptor e irradiador da inesgotável fonte humana, seguiram a exuberância dos Ícones das ESTAÇÕES:
- Verão O sol abrindo, acalentando e esquentando as alegrias
- Outono Semeadura o afofofar da terra
- Inverno Coberta pros descobertos
- Primavera A resultante dos cuidados
Foi assim: O recomeço e os novos começos das Comadres na Praça.

sábado, 10 de setembro de 2011

A praça: visitantes continuação

Um casal de adolescentes orientais, encantados com as lendas que os cancioneiros narravam pediram pra contar a deles, os cancioneiros ficaram surpresos e curiosos cederam lugar pros visitantes, outros adolescentes foram chegando e rapidamente foi formado um point de jovens mesclando-se aos demais.
- Foi assim:- O trovão era o grande trovejador do planeta terra, muito forte e mal,misturava as águas, com muita violência na terra, todos quando escutavam o seu barulho ensurdecedor, tremiam,pelos estragos que advinha do mesmo, num belo dia um rapaz e uma moça, conversavam ao pé do riacho,quando olharam pro céu,viram que as nuvens estavam ficando muito densa, e ao longe escutaram o trovejar do trovão, ele ia na direção da nuvem pesada, correram pra montanha, uma nuvem muito linda arroseada percorria a cidade e lançava gotas em forma de aviso pra que todos fossem pra montanha. O trovão quando chegou viu que não tinha ninguém em suas casas parou, perguntou com uma voz bem macia:- Olá senhorita nuvem por acaso vc viu os moradores da cidade?
-A nuvem arroseada, respondeu:
-Vi sim, Senhor trovão, todos estão muito bem escondidos;
-O trovão olhou de forma desdenhosa pra insignificante nuvenzinha:
-Quem é vc? Como ousa falar assim comigo! Sou o Dno de tudo!
-A nuvem respondeu sou uma nuvem verdadeira e não me junto pra jogar água pesada na terra, Eu sei quem vc é! Aliás, seu segredo já é bem conhecido,vc já não pode + tudo, o trovão soltou uma gargalhada estrondosa, todos que estavam escondidos na montanha balançaram e se agarraram nas árvores pra não rolarem pra baixo,o trovão quando viu que a nuvenzinha o desafiará pensou, vou pra outra cidade no meu mapa tenho + cidades pra assustar, e deixar essa nuvem tagarela pra lá, depois voltarei, pra descobrir onde eles represam as águas! Deu língua pra nuvem e tocou seu bonde, a nuvem que era leve correu na frente, pois, ele era muito pesado e lento. Com os precisos avisos da nuvenzinha, o trovão foi perdendo força, suas tormentas foram enfraquecendo, num descuido ele desaguou toda a sua água, ele riu! Porém, por pouco tempo, pois, pra sorte de todos o local era de profunda seca os moradores ao sentirem nos seus corpos e nos seus viveres a água, levantaram os braços de alegria recolhendo a água que abençoava suas vidas suas terras, o trovão não entendeu nada, falou vou chamar meu mestre ele me ensinou errado, uma senhora muito atenta ao trovão respondeu, vc perdeu trovão, a sua lenda andou + veloz que vc, A nuvem arroseada ria ria ria...
Ao terminarem, os Cancioneiros musicalizaram o bate-palma, o casal oriental riam com os olhinhos brilhantes e apertadinhos agradecidos, orgulhosos em mostrar a lenda do seu povo noutro País, outros forasteiros também se animaram, daí, os repentistas passaram a ajudar na organização das apresentações dos mochileiros, ; tipo: Agora é a vez da minha cidade, o ALTO ASTRAL de todos, instalou um intercâmbio cultural muito divertido entre os presentes, os cancioneiros na sua magistratura artística sempre alertos nas colheitas, dos "FARELOS DO SABER", em seguida lançavam de volta pra todos, indistintamente.....

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A praça: Os visitantes

No verão, período das férias, a praça lotava. Muitos visitantes, uns por parentesco ou amizade, outros se apinhavam numa espécie de alberque,aliás, único abrigo pra visitantes sem parentesco ou outros laços com os habitantes. Dna. Mariinha tinha a casa de cômodos muito simples que abrigava os mochileiros. Camas beliches, gaveteiros, banho quente e um saboroso café da manhã. As lendas que chegavam em seus longínquos viveres atraia os mochileiros, Outro atrativo da cidade era um riacho com água translúcida, peixes de diversas espécies, bem a vista, uma pequena cachoeira dentro de uma reserva florestal e mais adiante localizava-se a barragem, que represava toda a água da cidade. A população reconhecia a riqueza da beleza da paisagem, atentos acompanhavam de olhómetro a densidade pluviométrica ideal, parceirizando-se com a natureza protegendo os seus habitats de possíveis inundações, também havia um responsável, Sr. Mandinho, na função de fiscalizar tecnicamente o transcurso da natureza, muito querido e admirado, ele era o principal espalhador das lendas do local do seu trabalho, "as águas", em suas folgas exercia a arte, fazia parte do grupo dos repentistas , por isso mesmo trabalhava sempre cantando. Os visitantes encantavam-se com o fato das réplicas do imaginário popular ser tão próximo ao real. Assim as lendas eram cantadas, recitadas dançadas o conhecimento da cidade era exposto de maneira lúdica.
O Sr.Maneroule, representante administrativo da cidade, ficava sempre com a pulga atrás das orelhas. Enviava os seus confiáveis pra praça todas os dias, pra verificar se sua gestão estava em sintonia com o fluxo popular. As fofocas eram musicalizada na praça, algumas vezes era chamada de "espaço sensorial da cidade".
Apesar da música estar presente todos os dias na praça, os finais de semanas, "vipava" com grandes concertos, forrós e muita música sertaneja, mesmo assim os repentistas não perdiam seu podium pelo repertório aguçar a curiosidade dos locais e dos visitantes que passavam a conhecer as lendas prosas e fofocas da cidade. CARTÃO POSTAL da natureza com o humano inserido de fato e em foto.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A praça: Dna Ezinha

Dna. Ezinha quando chegava na birosca,era como se fosse o seu (terceiro turno),já começava servindo finas cachaças aos cancioneiros, o primeiro gole era de praxe ouvir o estalar das línguas denotando satisfação,em seguida, começavam seus cantos prescrutando os cantinhos da alma do povo, no sal das baixarias encobertas, eles destilavam com humor, em alto e bom som, espalhavam os endereços,dando aparência anônima,mas,todos entendiam o recado.
Dna.Ezinha,era uma das voltas da chave, no sucesso dos repentistas, muito diplomática,soltava pérolas apimentadas, e...continuava o seu trabalho, atendendo e servindo os inúmeros pedidos dos fregueses.Sr. Onofre,era meio que caladão,ouvia, às vezes ria,só!
Por tudo isso as lendas e fofocas, desembocavam magnânimamente na Birosca, do casal,entre os deliciosos quitutes, salgadinhos, docinhos, bebidas e... as enlevadas novidades da vida alheia, um quadro muito primoroso ornamentava a entrada da birosca, aliás, dado por uma das comadres,no centro do quadro uma frase escrita em alto relevo:-"Ganha-se pouco mas, se divertee";
Os repentistas, e muitos outros, tinham implicância com as comadres, mas, reconheciam que elas eram um "mal necessário",representavam a força viva do roteiro da moral na cidade, todos pisavam fininho,com medo do serpentiar delas e cairem na boca do povo; Elas percebiam e como resposta diziam, "quem não deve não treeme"...
Os Bons artistas, tinham a psicologia dos frequentadores pelo horário,encenavam de acordo com o público,exemplo:- As comadres, eram as primeiras a estancarem na praça, imediatamente eles, empunhavam suas violas, sanfonas e outros instrumentos musicais, entonavam canções românticas,reviravam os olhos,interpretação estupenda de eternos apaixonados, o intuito era, "adocicar os corações rígidos das Damas", conseguiam enternece-las, mas,mesmo assim, elas tinham um pé atrás, evitavam que eles escutassem suas prosas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Praça: Introdução

Uma cidade lendária,sua musicalidade atraia visitantes.
Os moradores após a labuta do dia,tinham uma rotina simples, casa, banho, jantar com os familiares, até aí nada de +, = qualquer lugar, o que diferia das demais cidades,"Uma praça".
O movimento da mesma era ininterrupto. Cedo chegavam os Cancioneiros,acompanhados dos seus respectivos instrumentos musicais,inclusive, alguns inéditos confeccionados por eles. Assentavam-se na praça,cada um num distinto espaço físico, a organização não seguia nenhuma ordem,mas,era linda em sua arrumação! Nos vácuos, entre os da arte, era preenchido pelas carrocinhas: - Pipoca, sorvete, algodão doce, tapioca,etc...
O anoitecer na praça bombava. Os notívagos inconscientemente percebiam que o trabalho deles era pesado e embrutecedor. O espaço público da praça era o point na preservação de suas raízes humanas. uns ficavam +, outros - tempo, assim eram as noites cantadas em prosas, versos, lendas e "fofocas ao pé dos ouvidos" que circulavam feito gaivotas por todos. Não é necessário relatar que a alma da cidade estava encravada na "praça" de forma absoluta.
A birosca do sr.Onofre localizava-se em frente aos REPENTISTAS. Ele e sua mulher Dna.Ezinha, também começavam cedo os preparativos, arrumavam as mesas e banquetas ao ar livre. Dna. Ezinha, muito caprichosa, colocava toalhas bordadas impecáveis nas mesas. Gabava-se aos quatro cantos seus dotes de bordadeira. Ostentava um semblante solícito e sorridente. Sua labuta era árdua: de manhã ia pro empório, um estabelecimento central da cidade, que tinha de tudo, por isso mesmo era um ponto de encontro entre os moradores da cidade e adjacencias. Sorrisos, Bom dia, frutas, legumes, verduras, cereais. As conversadeiras, muito prendadas, trocavam receitas atentas a tudo, nada passava despercebido pra aquelas mulheres de família responsáveis por seus rebentos. Dna.Ezinha, muito bem cotada entre todas. Escutava, falava, ria, se divertia muito, daí conhecia como ninguém o enredo: cidade,moradores, casas, ruas, empório, praça e birosca.
As lendas quando chegavam na praça,tomavam rumo dantesco, algumas eram conhecidas como "navegadeiras", por terem ido, MUITO ALÉM, traduzidas em diversos idiomas, os moradores tinham orgulho das "asas lendárias da cidade",ninguém sabia de onde partia, quando alcançava a praça, já possuía a força da verdade.