terça-feira, 30 de agosto de 2011

A pureza da arte nasce em qualquer lugar - parte 7

-Sr Bumba foi se aproximando deles, quando avistou Marcelito, sorriu como se tivesse despertado dos seus pensamentos.
-Ôh menino artista! -Marcelito correspondeu ao sorriso, Ao mesmo tempo que sorria falava:-Sr. Bumba esse aqui é o meu primo Malney! Ele está passando férias na minha casa! - Sr. Bumba, estendeu o braço pra Malney, olhando-o fundo nos olhos, Malney, quando sentiu o aperto forte em sua mão, pensou que monstro tá esmagando meus dedos urbanizados, ah capiau! Aguentou firme a dor, com fisionomia amistosa:- Marcelito fala muito no Senhor rãm rãm rãm, retirando logo sua mão, meio que amassada do cumprimento. Daí, Sr. Bumba riu de maneira arredia, abaixando um pouco sua cabeça, sem assunto, Marcelito conhecedor de alma, interveio quebrando o silêncio, e as ordenhas? A transformação na fisionomia do Sr. Bumba foi imediata; -Ô menino artista, elas estão maravilhosas, vai lá! Leva seu primo pra ele conhecer a minha roça e tomarem um bom café da manhã com leite tirado na hora com a gente. E vc menino artista! Lembro bem de vc pequenino fazendo macaquice nas árvores, disputando os galhos com os pássaros, eu fui traquina ia onde poucos tinham coragem de chegar porém, nunca vi alguém como vc; Continua menino seu caminho de artista,quero ainda bater "muitias" palmas. -Pode deixar que serei um grande artista, também iremos tomar café da manhã com o Sr, pra mostrar pro Malney suas famosas vacas.-Malney olhava estupefado pra eles, pensava que conversa! falam de sonhos! ou será que eu é que não entendo a genuidade da vida? Tôu abismado! Na família ele é tido como um garoto lunático, e o que eu estou presenciando é que ele tem determinação enxerga fatos que normalmente passa despercebido pra todos, suas escolhas de cenários estou até agora impressi0nado, que percepção que ele tem! Parece que estou conhecendo meu primo agora, eu até me achava de uma certa forma superior a Marcelito, tenho + idade moro numa cidade bem desenvolvida com vida Cultural, Social, Educacional bem conjugada, nossa economia é auto sustentável, com a agricultura, indústria e o comércio em franca projeção, sempre fui e sou excelente aluno,portanto, sou uma pessoa com previsão pra dar certa, mas, nesse instante, percebo que minha visão de sucesso Pessoal e profissional é Academica, e que falta a peça motor no eixo, sensibilidade! Oh Santa loucura! Vim refrescar minha cabeça aqui fortalecido nos meus valores de vencedor, e esses dois malucos sonhadores não necessariamente nessa ordem, estão aí na minha frente no meio do mato chão batido, me dando a maior aula, caral..., e eles nem aí, felizes! Esbanjando Sonhos sem tempo sem idade SONHOS SONHOS

sábado, 27 de agosto de 2011

A pureza da arte nasce em qualquer lugar-parte 6

-Marcelito- Na biografia da família do senhor Bumba;
-Malney- Estou adorando a estória dele, cara tô olhando para ele, fitando não sei o que parece um alienado,ele engana, cheio de astúcia! Incrível! Um cara de caipira mal arrumado aos olhos dos Zés dos vazios,como eu, háháhá....
-Marcelito- Tá vendo! Vai na embalagem! se dá mal...
-Malney- Cara vc tem pouca idade 13 anos eu, já tenho 18, estou tendo a maior leitura de luta limpa sem herói de mentira, no real e na pureza.
-Marcelito- É Por isso, que todos nós amamos nossa cidade, aqui tem homens e mulheres que se impuseram quando descobriram a verdade através daquele alí, da dna. Sinhazinha,a filharada e a caravana que ele comandou através dos empregados,a partida que ele começou tem + de 30 anos.
- Marcelito, prosseguindo na narrativa:
-Marcelito - Três filhos do senhor Bumba escolheram ficar aqui, e três escolheram a cidade grande.
-A Leninha que é engenheira Agrônoma,ela é muito legal, seu marido é engenheiro também, os filhos deles estudam aqui ela tem 5 filhos, vê, como mudou hoje temos excelentes escolas, sabe Malney, duas vezes no ano , vem os professores + bem conceituados na educação do PAÍS, para dar cursos para os nossos professores,foi criado uma premiação muito legal para valorizar o desempenho dos professores e dos alunos no ensino com viagem cada vez é trocado a premiação, pois tem períodos de colheitas + prósperas e outros menos, sabe como é a agricultura, né? Os professores daqui querem render cada vez + com os alunos a pontuação é complementada com o aprendizado do aluno e a alegria do aluno em aprender.
- O Néo, ele é veterinário, manda bem aqui, os animais são bem tratados ele tem uma equipe de profissinais, é casado tem dois filhos, a mulher dele é atleta, tá sempre competindo, ela foi na última Olímpiada, ganhou uma medalha de terceiro lugar em corrida de fundo.O projeto dela é futuramente montar um centro Desportivo aqui.
-O Fado, Ele é administrador ele é o + sério, mas também é boa gente, ele é casado é o que tem + filhos 6 filhos.
-Malney- O mesmo número de filhos que os pais,háháhá...
-Marcelito- É, puxou a eles...
-Marcelito: Legal é quando chega as férias a Moranguinha, escolheu ficar na cidade grande ela trabalha com turismo, e geralmente no verão ela vem com grupos de turistas para cá fazer turismo rural, a fazenda deles tem uma parte preparada para atender turistas.ela é casada tem 3 filhos o marido é músico.
_Malney- Senhor Bumba arranjou um parceiro, para cantar na ordenha,rsrsrs
-Marcelito- É vou procurar me informar,rsrsrs depois te conto...
-Malney: Vc não disse que eles tinham uma chácara?
- Marcelito: Era no início da vida deles, agora eles possuem uma fazenda, muito produtiva, tem dentro dela uma cooperativa, nos somos revendedores diretos, eu não falei que os cornos fugiram, eram eles que trancavam a cidade muitos moradores nossos morreram de tanto trabalhar,antes do senhor Bumba ganhar a luta com aquela gente do mal, eles escravizavam de forma horrível o povo daqui.
-Malney: Ah, bom!
-Marcelito: O Alan é geológo, trabalha numa grande empresa na cidade grande, nas férias ele vem para cá,com a família dele, ele tem 4 filhos.
-A Vininha, é advogada dizem que ela dá a maior moral nos malandros de lá, nas férias ela vem com a família dela, ela tem 2 filhos, o marido dela é muito legal bem divertido.
Vê Malney esse foi o começo da nossa cidade os filhos dos empregados do seu Bumba, esparramaram saber por aqui, foi assim que a cidade passou a funcionar, o Senhor Bumba,tem ao todo 20 netos, 12 moram aqui e os outros na cidade, vc pensa que Sr. Bumba sossegou, não! Ele sempre está pensando em novas idéias.Nossa cidade todos estão na escola, vê meus país estudam a noite, ele realmente arrebenta fez uma corrente invisível que todos aderiram.
-Malney: Primo vc além de artista é um grande  historiador pra não dizer outra coisa hahaha
-Entendi a sua, não sou de disse me disse não é que hoje veio a calhar, e eu desembuchei,né!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A pureza da arte nasce em qualquer lugar-parte 5

-Marcelito- Vamos lá, ele e a dna. Sinhazinha levavam os filhos na carroça com as mercadorias pra cidade, Moranguinha a caçulinha ia de mamadeira e tudo.
O senhor Bumba, nunca falou uma palavra do seu plano, pois, se falasse a galera do mal poderia expulsa-lo da cidade, o povo daqui, bocó apelidavam eles, riam, faziam troça, tipo: - "família dos carroceiros malucos, ciganos da madrugada",e outros que agora não lembro, o tempo foi passando as crianças crescendo, até que a cidade vizinha não tinha + graduação pros filhos deles continuarem os estudos, eles não se acovardaram, já tinham algum dinheiro guardado, abriram uma leiteria, conjugada com hortaliças, legumes, em outra cidade + distante, dna. Sinhazinha e os filhos ficavam durante a semana lá, parece que construiram um puxadinho coisa assim, pra não encarar 70 quilometros diariamente, Só o Sr. Bumba que ia e voltava todos os dias pra cuidar da chácara, e trazer + mercadoria, nos finais de semana todos retornavam pra chácara,foi ficando pesado pro senhor Bumba, daí, ele chamou duas pessoas da cidade pra trabalhar com ele e a mulher, no entanto, ele fez uma exigência, os filhos dos dois novos empregados teriam que estudar da mesma forma e nas mesmas escolas que seus filhos,os novos empregados não tiveram jeito obedeceram, já estavam esgotados com "os donos da cidade", por dentro eles " achavam que o falatório da cidade em chama-los de família de malucos, estava certo", mas como tem um ditado que diz "maluquice e coceira se encostar pega" eles foram no "pega" da família, conclusão:
- Os filhos do Senhor Bumba e dna. Sinhazinha, todos foram para as melhores Universidades, os filhos dos empregados foram na cola deles e se deram bem também. Cada empregado tinha um montão de filhos,ao todo eram + 14 filhos dos empregados, só ai pra começar o senhor Bumba ganhou 20 cérebros brilhantes pra cidade, ele dna. Sinhazinha e os dois empregados foram aprendendo conceitos novos com os filhos.
-Malney- Caracas o Bumba bombou háháhá
-Marcelito- ÉH, matreiro.
-Marcelito- Foi a tropa dele que começou a nova mentalidade aqui, implantaram cooperativa, os daqui foram se achegando, o comboio dele passou a ensinar a prática do cultivo com tecnologia pros colonos, dizem que eles alfabetizaram o povo, era assim, uma hora por dia tinha aula, após o período de trabalho; Seu Maneca, tem 2 filhos professores e o seu Tavinho o outro empregado três filhas que são professoras,naquela época eles ficaram com a função de dar aula, cada dia era um, eles eram professores da cidade vizinha, lá tinha emprego para professores, logo eles fundaram aqui Escolas de VERDADE, segundo os antigos todos aprenderam a ler e escrever. Hoje parece fábula o que eles contam. O melhor os malandros quando perceberam a estratégia do senhor Bumba já era tarde, só restou eles fugirem,nem o dinheiro ardiloso deles conseguiu segura-los na cidade, pois, a matéria prima que eles possuiam era a ignorância do povo. Como vc vê, aqui nos temos pouco comparado com uma grande cidade mas, o pouco que temos aproveitamos integralmente e o senhor Bumba Dna. Sinhazinha deu o começo na cidade.
-Malney: Que legal, como vc sabe dessa estória nunca escutei os tios nem ninguém comentar sobre a vida da cidade nesse aspecto?
-Ah cara sou fuceiro,né! Se vc perguntar aos pais, eles vão contar até melhor que eu.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A pureza da arte nasce em qualquer lugar-parte 4

Na visão de uma pessoa de fora,a imagem do Senhor Bumba,seria + um caipira, misturado a paisagem do campo.
Para os moradores da cidade não, consideravam-o visionário, o homem que progrediu a cidade.
-Hum, conta aí Marcelito as proezas dele, agora fiquei curioso!
-Ah o que todos falam, é que quando ele era novo ele e dna.Sinhazinha moravam numa chácara com os filhos,cultivavam hortaliças,verduras e as famosas vacas, que ele retirava leite cantando pra elas, e depois, gabava-se que o seu "canto", ajudava na maior produção de leite,eles trabalhavam muito de sol a sol, a vida deles era bem dura, agora, no nascimento de cada filho eles festejavam muito, música, dança,almoço,enfim, convidavam todos, também só no nascimento dos filhos que ele se abria com os vizinhos, depois ele tocava a vida dele de forma diferente do pessoal daqui."
"Antes de clarear o dia, senhor Bumba enchia a carroça com os legumes, verduras e leiteiras de leite, iam para cidade vender suas mercadorias..."
- Até aí nada de + - Malney interrompe!
- Perá aí! Estou no começo!
- Desculpa, sabe né, a pressa mental! háháhá
- Tudo bem! Continuando...
"Quando o + velho dos filhos, que é a Leninha, teve idade pra ir para Escola, aí que senhor Bumba e Dna Sinhazinha começaram os maldizeres."
"- A escola daqui era precária, tinha uma escola, para constar,poucos iam, inclusive, a propaganda na época era que não valia a pena ir pra escola,tudo orquestrado por alguns malandros espertos, eles se "achavam", os donos da cidade,e também da vida de todos, os moradores trabalhavam pra eles, os malandros eram aproveitadores faziam as contas de chegar,prás suas próprias conveniências, sabe né! "eram os dinossauros humanóide em épocas trocadas", todos perdiam! Inclusive os malandros, é o que os antigos falam."
"A nossa cidade era um bocado de terra sem valor, os caras, eram do mal mesmo."
" O senhor Bumba,entendeu, a malandragem dos caras,daí, arquitetou um plano, para combate-los, o jogo deles era deixar o pessoal abestalhados e assim eles manobravam tudo na cidade."
-Nha! Grande descoberta!- desdenhou Malney.
-Cara, vc vai se surpreender com a tática dele, ele é astuto,teve paciência e venceu!
-É que vc disse que faria uma síntese, daqui a pouco o cara chega perto da gente, quando ele ficar perto quero vê-lo já com a sua biografia pronta, para olha-lo e perceber tudo dele.
-Vai dá tempo, ele está parado fitando o infinito, ele é assim um poeta do campo!
- É, vc conhece o ritmo daqui... Meu ritmo é outro!

sábado, 13 de agosto de 2011

A pureza da arte nasce em qualquer lugar-parte 3

Tempos depois,Marcelito,folheando uma revista de diversão,viu um teatro,teve a idéia de construir um também, idealizou o teatro:-local para a platéia, palco, cochia...Fez alguns desenhos,em sequida conseguiu elaborar o projeto da construção.Pronto a fase inicial,passou para segunda fase, começou a catar sucatas para montar o teatro:-plásticos,isopor,madeiras,palhas de folhas de bananeiras,papéis de diversas qualidades etc...Na terceira fase era a construção propriamente dita,escolheu previamente o espaço físico,pegou enxada, pá, balde, regador, assim, ele iniciou a construção,todos os dias, após suas obrigações, estava lá Marcelito, trabalhando na obra,utilizou a matéria prima da natureza, terra e água, com esses elementos naturais, confeccionou os bancos para a platéia, formou montinhos de terra, umedeceu os montinhos com água, em seguida emoldurou os acentos, recortou palhas de bananeiras para forrar os banquinhos da platéia, no palco, fez um tablado de tijolos unidos, cimentando-os com barro úmido,a forração, também era de palhas de bananeiras,fincou bambus no solo, quando conseguiu a fixação desejada dos bambus, passou um forro leve de plástico de caminhão que achara entre as diversas sucatas recolhidas, a cochia ele fez uma divisória de isopor entre o palco, pronto o trabalho pesado,começou a fase dos acabamentos,Marcelito contou com a ajuda de seu primo Malney, que passava alguns dias em sua casa, Malney, era morador de uma cidade próxima, fazia curso de programador visual, ajudou Marcelito nos acabamentos,ensinando-o também algumas técnicas de efeito especial, mostrou algumas revistas com sugestões bem alternativas, o que foi bem útil para Marcelito, seu imaginário viajou com elas.
A revista que prendeu a atenção por muito tempo de Marcelito,foi a revista dos estudantes do curso de Malney, era uma revista bem artesanal, eles ensinavam técnicas de grafitagens,os desenhos retratavam a vida das pessoas num cotidiano simples,porém cheia de sátiras, Marcelito,ficou fascinado com as técnicas que continha na revista, era justamente o que ele estava elaborando sozinho e a revista deu-lhe algumas dicas muito interessantes.
Por conta do que acabará de ler na revista,Marcelito esplanou para Malney,suas pretensões na parte de ilustração do teatro:
- Mostrar a vida da cidade, os costumes locais dos habitantes,os hábitos de uma forma geral,algumas particularidades que sobressaia aos seus olhos, como:
- As manias de alguns moradores,que ao ver de Marcelito era o encanto vivo da cidade.
- Malney: Como assim Marcelito! Não estou entendendo o que vc realmente deseja!
- Marcelito: Vou ser + claro, fez um curta humano da sua cidade,rascunhou desenhos,para ajudar a narração, interpretou os personagens, cantou, dançou, cada personagem ele tinha uma expressão artística.
- Malney, por sua vez chorava de rir da forma hilária de Marcelito.
-Malney: E dá-lhe Marcelito,é primo,vc é um ator mesmo! Ator sociólogo da cidade! háháhá.
- Marcelito- Nhá! nem tanto,háháhá...
O local que estavam, era de barro batido, normalmente as pessoas passavam alí pra cortar caminho, ao longe vinha uma figura masculina, caminhando na direção deles;
Marcelito- olha,ri e fala:- Malney, quem vem aí! a pessoa que acabei de interpretar!O Senhor bumba meu boi!
Malney- Ih cara,incrível! Perfeito! Imaginei o Senhor Bumba meu boi assim mesmo, fantástica sua interpretação!Só falta a vaquinha, e ele na função de ordenhar e cantar, para completar a sua interpretação,háháhá...
Malney,ao mesmo tempo que fitava aquele homem que se aproximava, ria muito.
Senhor Bumba,Sem perceber que estava sendo observado,caminhava sem pressa, olhando para o nada,segurando uma vareta e balançando-a, com a cabeça protegida por seu chapéu,de cor escura,meio que desbotado,era bem alto,o peso corporal era proporcional a sua altura,trajava camisa quadriculada,as mangas arregaçadas na altura dos cotovelos,calça escura surrada,tonalidade semelhante ao chapéu,na bainha da calça dava para perceber que estava com barro seco, e algumas coisas verdes que na distância que ele estava não conseguia identificar bem, porém, Marcelito, falou para o primo, ele sempre está com as calças cheias de carrapichos deixa ele se aproximar para vc ver.Malney, riu e comentou, pô, Marcelito vc é um raio X, não deixa passar nada,háháhá...
- Marcelito- É! o meu laboratório são as pessoas, cara!Tenho que reparar, faz parte, háháhá...
- Malney fitava Sr.Bumba,dava pra perceber a mistura racial, pele morena, os olhos meio que claros sem definição,o cabelo na parte que o chapéu deixava a mostra era preto e liso, o olhar era arguto, narigudo,no canto da boca, carregava uma cigarrinho de palha,seu bigode era vasto, cobria parcialmente os lábios.
suas botas eram escuras sujas de lama seca, chamava a atenção as estrelas nas laterais dando uma lembrança dos xerifes do passado;
- Malney- Que mistura genética! Hem?
- Marcelito- A avó dele era índia, foi pega a laço pelos "brancos", assim conta ele.
- Malney- Ah tá. Ele tem um aspecto físico diferente meio que misturado pele vermelha e branca.
-Marcelito-É,os irmãos dele, uns são bem para índios, outros são parecidos com ele

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A pureza da arte nasce em qualquer lugar-parte 2

Certo dia, Marcelito teve um sonho, ao acordar pensou, vou tornar real o sonho;
Em sequida pegou alguns panos,improvisou um traje original, fez uma imagem surreal, agradou em cheio o "sonho peça".Os amigos de Marcelito, ficaram fascinados com o cenário e a estória; foi muito aplaudido.
Marcelito foi crescendo, seu mundo encantado também, não houve despreendimento do mesmo, por conta disso, em alguns momentos ele tornava-se, pivô de inúmeras discursões entre os amigos,com o seu jeito despadronizado de participar da vida, os amigos "ursos",quando tinham chance, pichavam Marcelito,pelas costas, claro! Os defensores de Marcelito, chegavam juntos dos mexeriqueiros,faziam uma pronta defesa. O melhor amigo de Marcelito era Fred, por ser o + forte da turma,era respeitado por todos,escondidos os faladores, apelidavam Fred de "o defensor".
Fred, tinha uma técnica para desmontar os faladores,esticava o corpo,levantava as sobrancelhas, sua imagem ficava semelhante a um galo de briga, dizia:- É bom, que Marcelito não saiba das baixarias que está rolando aqui, ele é artista gente!É diferente! E vocês são uns tremendos glutões, covardes,falam pelas costas, na presença dele,aplaudem, pedem bis!Um bando de falsos!Ora bolas, falar que Marcelito não bate bem da cuca! Quem não bate bem da cachola, são vocês! Minha mãe sempre diz:- Valentia não vem de graça,para ser corajoso é preciso aprender quando pequeno, a ser, "franco e gentil", mas tem horas como agora,ser gentil fica difícil, pois, vocês não são francos, são só "gentis",na presença das pessoas,ou seja na clareza do nosso idioma, "um bando de falsos"!
Fred era forte e bom de fala, sabia evitar sofrimento desnecessário ao seu grande amigo Marcelito,sempre resolvia as fofocas dos bastidores.
Marcelito, sem noção do ocorrido, escreverá uma nova fábula, intitulando-a:- "Amigos em ação".Chamou os amigos, leu, perguntou se eles topavam representar a fábula, alguns, meio que sem graça, por terem malhado Marcelito, fizeram que sim com muita timidez,Fred e os outros defensores de Marcelito também aceitaram, mas antes, Fred foi ao pé do ouvido dos faladores:- Viu camaradas, aprendam! amigo é amigo!Os faladores sem graça responderam, tá bom Fred, foi mal!!!
Ensaiaram juntos durante um bom tempo, apresentaram a peça, todos se divertiram muito, Marcelito dirigiu a peça e também foi ator num papel bem pequeno,com poucas falas. No transcorrer da peça,houve uma baita união,os defensores de Marcelito, tiveram uma trégua dos amigos ursos, eles estavam felizes, a cada apresentação, ,aumentava a união do elenco,principalmente, quando espocava aplausos e pedidos de bis, era a glória, as freguentes ursadas dá turma dos faladores,foram substituidas por alegria e paz. Fred não se conteve e comentou, nunca estivemos tão bem! todos confirmaram, é mesmo!Fred novamente falou:- O nome da peça, "amigos em ação",virou realidade prá gente. concordo com vc, disse Hugo. Fred, era da paz, mas, gostava de catucar, éh pessoal,não temos + fofoca!Hugo que era o + falador respondeu:- éh Fred, a frase da sua mãe também ajudou, né? Nina, falou:-Éh, Vamos ver depois! Se vai continuar dando certo, o título da peça e a frase da mãe do Fred!né Huguinho?
Hugo:- Ih Nina!O que passou passou! A gente erra e aprende! eu pelo menos estou tentando e tá dando certo!não tenho falado + pelas costas de ninguém! os demais faladores, balançaram a cabeça, confirmando as palavras de Hugo, em coro responderam, eu também! Nesse momento chegou Marcelito, chamando-os, para o ensaio, o papo terminou, foram ao encontro de Marcelito, todos na paz!
Assim, fizeram muitas apresentações na cidade,eram gaiatos, quando o relógio marcava, 5 horas da tarde escolhiam uma rua, se dividiam entre eles, batiam palmas nas casas,gentilmente faziam o convite, para assistirem a peça,as caras de surpresas dos moradores, muito engraçadas,Marcelito, prestava muita atenção nesses momentos, na fisionomia da nova platéia convidada, para tirar seus notáveis improvisos,a maioria dos convidados da rua escolhida,aceitavam o convite, paravam os seus afazeres, e os prestigiavam assistindo a peça,eles eram rápidos para começar a peça, uma forma de não perder público.
Aos domingos, escolhiam o horário nobre da população, que era às 11:00, hora que normalmente terminavam os eventos sociais, religiosos; Nesse dia de gala da cidade, Marcelito acrescentava na sua indumentária, um chapéu verde com penas enormes coloridas,(costurado pelo próprio Marcelito), logo que terminava sua fala,retirava o chapéu da cabeça e passava para o público,os trocados arrebanhados, eram convertidos na sorvetada do elenco.Durante alguns meses eles apresentaram a peça na cidade.
Pelo menos, enquanto durou as apresentações, os "defensores e amigos ursos" de Marcelito, ficaram muito unidos, solidários e felizes.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fala moço Fala Moça


Cala "bouço" Alma gentil
Cala "bouço" Fundo falso
Cala "bouço" Feito pra ser um em dois
Cala "bouço Jeitão maneiro
Cala "bouço" Paixões labirintos
Cala "bouço" No revolto das emoções
Cala "bouço" Emaranhados lotéricos
Cala "bouço" Nas divertidas
Cala "bouço" Entre lágrimas e risos
Cala "bouço" Pulante saltitante
Cala "bouço" Encontros desencontros
Cala "bouço" No bolso
Cala "bouço" Liberdade pras Almas
Cala "bouço" Razão sem razão
Cala "bouço" Subidas descidas
Cala "bouço Na sombra e no Sol do invisível
Cala "bouço" Tá valendo corpo e alma
Cala "bouço" Estrupilho de ação e reação
Cala "bouço" Pisadas sobre ebulição
Cala "bouço" Nas Pegadas dos tempos, nas vidas!
Cala "bouço" Fala Amores
Cala "bouço" Fala moço Fala moça
Cala "bouço" Escuta moço escuta moça
Cala "bouço" Fala amores
Cala "bouço" No acorde do coração
Cala "bouço" Sem nexo no anexo
Cala "bouço" Fala amores Fala amores
Cala "bouço" fala moço fala moça



domingo, 7 de agosto de 2011

Fred Craque cidadão!

A pureza da arte nasce em qualquer lugar-parte 1

Marcelito o menino artista, cantava, lia tudo que chegava em suas
mãos,revistas em quadrinhos, livros de ficcção,comédia,terror,suspense, drama, enfim devorava leitura,também tinha pendor na acrobacia,seus movimentos eram harmonicos, até o seu andar assemelhava um bailado. Bem pequenino, Marcelito era irrequieto,seus pais ficavam assustados,ele nunca parava,sempre correndo, subindo nos móveis da casa, portal,pulava,saltava,quando ele caia, seus pais, achavam, agora ele irá se aquietar, ledo engano, quando passava a dor da queda, já estava Marcelito aprontando de novo, aos poucos, seus pais foram se acostumando com os saltos, piruetas,cantos e outras representações artísticas, que aliás,não eram poucas.
Marcelito foi crescendo, sua irrequietude foi sendo
lapidada no instinto, fazia cenas brilhantes, tudo no improviso, sua brincadeira favorita era representar, sua cabecinha não parava de pensar nas novas atrações.
Encantava os amigos, com a harmonia que demonstrava,constantemente o apelidavam,"de borrachinha pururuca",tamanha era sua flexibilidade e agilidade corporal. Marcelito adorava ser adjetivado,no seu entendimento era uma forma de aprovação, ria de contentamento.
Além, das acrobacias no solo,também, fazia estripulias nas árvores,seu intento era alcançar as copas das árvores.A partir daí,a plenos pulmões começava a cantarolar, incluia ao seu canto,os gorjeios dos pássaros passantes,o som do vento que embalava as folhas das árvores, colhia do acaso uma orquestra natural,tudo era motivo para criar instantes mágicos, sua arte era incessante, os curiosos, aproximavam-se para escuta-lo, outras vezes, adultos ao ve-lo no alto da árvore, pressentiam o perigo! gritavam:- Desce Marcelito!vc pode cair! Marcelito, escondia seu corpo entre as folhagens, cantava + alto. O adulto, então,falava:-Mesmo escondido Marcelito, sei que é vc!reconheço sua voz!daí, Marcelito trocava a entonação, fazia falsetes na voz,para desorientar,a frase como resposta era sempre a mesma:-"vou contar para os seus pais"! você não tem jeito mesmo garoto! Assim, era o dia a dia de Marcelito, criando situações novas, divertindo-se e alegrando os outros.