Tudo era motivo de festa, muito práticas davam show de bola nas divididas ou seja, no programar e realizar, qualquer coletivo ficaria com água na boca,pois, o cronograma finalizava na exata. Dificuldade? conciliação dos egos! Todas eram perfeitas!! Dar o passe pra outra ou outras, era um reconhecimento doloroso,mas, em nome do sucesso da festa,davam lençois nas picuinhas amesquinhadas,libertavam os melhores sentimentos. Soltavam-se feito pipas na Praça,mostravam abertamentemente seus cacoetes e trê-lê-lês, avançavam, recuavam,sempre com dribles e voos certeiros,as que cuidaram do bem estar familiar colocavam atitudes voluntariosas, curiosas, vasculhavam tudo! As que haviam provido seus familiares eram cautelosas,outras que foram coadjuvantes, mesmo sendo dóceis no trato,seus desabafos e medos,surravam as almas das comadres ouvintes, a convergencia, era a longa estrada rodada, segundo elas:- Retorno! Jamais! Nem pensar!"O que passou,passou"! Levavam nos ombros aprumados ou encurvados seus saldos, acertos, erros,renúncias e vitórias, marcas indeléveis nos registros das suas vidas, no conjunto, elas refloreciam, com vigor! Expulsavam, o cansaço de suas almas/corpos,com gargalhadas desmedidas, simultaneamente, seus rostos refletiam singeleza,foram, protagonistas anônimas do cenário real afetivo, gladiadoras da arte de amar, armadoras no micro e macro social. O revival delas com o passado era estreito,o valorizado,era o sublime presente, principalmente por não haver + podeiros, pelo - alí, no aconchego delas, sentiam-se livres, reaprendiam com os acertos das outras, melhoravam! Entretanto, não era regra, algumas curtiam a "síndrome do saudosismo exagerado", porém, recebiam complacência das amigas quando acontecia de embolarem "passadopresente", do nada, surgia uma escutadeira amiga pra apoiar o desabafo ou fofoca "íntima", tudo pela paz.
Uma das comadres que + misturava os tempos,era a Comadre Flor,vulgo comadre "baixaria",sua imagem: - Corpo meio que rechonchudo,estatura baixa, rosto alegre,muito prestativa, boa de coração, aliás, o que o seu coração sentia, ela externava, abria a boca! Gerando na encolha, entre as demais Comadres, apelido de "Comadre baixaria", Flor, tinha modos, pouco refinado,andava arrastando os pés, falava alto, reparava as roupas das Comadres amigas, olhava-as de cima a baixo,na cara! Não conhecia o "disfarce", cuspia, além da saliva no chão, "lembrançasverdades" pro alto, sua memória era privilegiada, relembrava, fatos que muitas queriam apagar, do atual "bonitinho social", enfim, era o contraponto das falas hipócritas, se auto-intitulava de pessoa franca, abominava FOFOCA! Mesmo assim, as comadres morriam de medo da sua língua, Flor, era um autêntico almanaque,ao jeito dela falava do mundo humano sem fronteira, nesses momentos, ela divertia a turma,com muitas gargalhadas,principalmente, quando começava cartar-se dando inclusão elogiosas ilimitadas as legítimas guerreiras da vida, com tiradas que ia do lúdico ao insano, suas falas eloguentes, causava efeito nas Comadres, "com seu vozeirão, sem papas na língua, dizia":
- Somos as conhecedoras absolutas da vida,
Seremos sempre a maior e eterna cultura,
A começar pelo leite natural! E os cueiros!
Limpamos os fundilhos dos terrestres!
De mãos dadas carregamos nossos filhos
pras Escolas.
Se o mundo humano não está dando certo,
não foi por falta de limpeza!
E de acreditar, sempre no melhor!
Que não venham agora cantar de galos ou de
galinhas! Aliás, os cocorocos põem seus
ovinhos na palha ou algo macio que valha
pra não quebra-los, e os humanos nem assim,
aprendem a amaciarem suas ternuras;
Daí, pra frente soltava muitos palavrões
principalmente pras notícias que valorizavam
os sem cueiros, os que estavam grandes e borrados
Fazendo quebradeiras
Com sua maneira curta e grossa desfechava:
-" Bandos de babacas sem causas".
As comadres que estavam chateadas com os
seus, gargalhavam, recebiam as grossuras
de comadre " baixaria", como Benção pras suas
dores emocionais, fortalecidas
lembravam dos
cueiros, dos seus rebentos
bem lavados e limpinhos
das mãos dadas levando-os
pra Escola,os olhares
tornavam-se líricos.
Comadre "baixaria", captava
as notícias filtrava-as ao
jeito dela e despejava
nos ouvidos das comadres:
Faxinamos as vias públicas, vcs já
perceberam que a gente não pisa e
nem vê + mata borrões no chão:éééhhh!
Fomos nós!
As comadres respondia quase
que em mantra éh! "éhmesmoéhmermo"!
Agora os maiores cientistas do mundo
estão estudando a ciência do "COCÔ".
ÉÉHH! merda global "mermo".
Vamos ver no que vai dar!
as gargalhadas pipocavam no ar.
Os surtos da Comadre Flor,
eram elixir pra
comadralhada,que se incorporavam
na carapuça com poses de bem
feitoras e LENDÁRIAS
na fugaz vida terrena.