sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pérola

Diferencial nos seres vivos, é nascer com Dom nato de unir o imaginário / concreto.
São muitos fatos divertidos, em uma determinada época,apresentou-se no emprego,uma pessoa que de imediato demonstrou ser uma "figura", muito simpático, a função do mesmo era evitar afogamentos, ele cumpria bem o seu papel de salvador, com o passar do tempo, teceu muitos amigos,era uma pessoa muito carismática, sempre sorridente, seu andar deslizava, segurança aquática era a sua função, sua performance era invejável, + o seu diferencial eram os seus relatos, suas fábulas pessoais, conversar com ele era um passa hora super divertido.
Nascido, como ele dizia, quase em alto mar, família de pescadores, pai, avó, bisavó, tataravó e por aí vai, desde pequeno, foi introduzido no mundo imaginário /concreto da sobrevivência marítima pelos seus, portanto, seu universo era recheado de grandes estórias, muitas emoções e bravuras.Como ele dizia,sou tido como dissidente na minha família,a minha sobrevivência é diferente dos meus, eles acham graça de mim, só faltam me chamar de preguiçoso.
Suas estórias encantava, aos legítimos urbanos, quando, "ele" ia visitar seus pais, sempre convidava os amigos do trabalho,gostava de mostrar a sua origem,denominada por "ele", (recanto dos pescadores),onde sua família morava. Os convidados, retornavam da visita,com inúmeras novidades, por conta delas, acontecia uma transformação na labuta da semana, o imaginário de todos ficava em alta.
A influência foi tamanha que até na última semana do mês, que é de conhecimento de todos como "A SEMANA", o "real/ concreto",restringe a imaginação, um período das contas dos finalmentes, o vislumbre é pra grande data: "Dia do pagamento";
"Ele", por sua vez, ria muito na semana rochosa, até pagava algumas cervejinhas pros amigos.
Realmente fiz um grande esforço, mas, não consegui lembrar o nome do salvador de astral.
Continuando- " Ele",tinha dois empregos, de certa forma justificava ser + folgado financeiramente, mas, tinha filhos, gastos na vida familiar etc...
Um dia ele soltou a "PÉROLA".
- Quando eu e minha mulher estamos com os nossos bolsos em queda, vou pro mar buscar tesouro! O jeito de falar era brincalhão, todos riam, pediam o endereço do tesouro e tal.
Daí, a verdade resplandeceu com muita lógica, "ele", trabalhava no arpoador, o mar quando batia nas pedras, levava junto joiás, etc... Havia um canto no fundo do mar que fazia o depositório, daí, "ele", ia até lá, catava o tesouro que encontrava e nunca ficava "duro".
Suas frases preferidas:- "Quem procura acha" e "minha loteria pessoal sempre ganho no fundo do mar".
Virou lenda a sua estória,ela rodou nas conversas de todos, principalmente na semana que antecedia o pagamento.
- E assim todos os meses na semana crítica, lá vinha "ele" com novas "PÉROLAS".
- Aí gente! Fui no fundo do mar! Tive um pródigo achado,tô bancando cervejinha geral.
Os contemplados bebiam e diziam, "mês que vem, eu vou com vc pro fundo do mar, e a rodada será minha.
FINAL DA ESTÓRIA- O imaginário umedeceu o concreto.

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