Uma lagoa, com água cristalina. O cenário era muito belo os viajantes faziam suas paradas neste local, bebiam água, alimentavam o organismo, descansavam, entabulavam novas amizades com outros viajantes, trocavam informações, de novas paradas para descanso. A lagoa era habitada por muitos peixes coloridos, cisnes, patinhos e outros aquáticos, que não apareciam na superfície uma fauna fantástica, o sol ao bater na lagoa refletia o céu e as nuvens brancas com suas formas em constante mutação. As nuvens não sinalizavam a próxima imagem deixando sempre a curiosidade dando chance ao imaginário dos que ali passavam para novas descobertas do encantamento do céu a lagoa apresentava o novo em formas e cores diversas os pássaros voavam em bando e também tinham suas imagens refletidas na lagoa enfim nada era definitivo toda a beleza do cenário era passageira tudo era belo com suas diferenças sem nenhuma supremacia e nem escolha de predominancia, o tempo era passageiro para todos o cenário transcorria livre.
Em dado momento sem prévio aviso surgia uma orquestra da natureza, tendo como maestro o vento brando que balançava os galhos finos das árvores e as folhas, os vegetais rasteiros, também eram embalados pelo maestro e eles emitiam o seu canto junto as árvores com acordes misturados ao canto dos pássaros que voavam livremente acima das árvores e acima da lagoa.Por sua vez a lagoa participava também com movimentos rítmicos das águas embalando seus hóspedes aquáticos sobre a batuta do vento e entrava na sinfonia da natureza com seus cantos, os protagonistas desta arte com humildade ofereciam esta para todos os seres vivos.
O vento começava a soprar seu assobio. A tartaruga Jujú arrastava-se pela grama junto com Maricota, sapo Beni coachava no seu próprio tom ao ver suas amigas tartarugas chegando, enquanto a perereca Teca saltava de toco em toco toda enciumada, numa percursão nervosa. A capivara se esfregava nas arvores e chiava contente. No céu andorinhas assobiavam e outras traziam em seus bicos frutinhas para alimentar os músicos que se juntavam ao chão. A maritaca Sara se arrumava num galho e começava a se aquecer para o seu solo, enquanto o resto do coral de maritacas juntava a seu redor. De um local mais favorável, rolinhas se aglomeravam e uma preguiça balançava-se num ritmo quase imperceptível, todas preparando seus ouvidos para a sinfonia que se anunciava. O papagaio se empoleirava todo emplumado e cheio de si, sem saber cantar direito, fazia-se de mestre de cerimônia, chamando com sua voz estridente aqueles que ainda não conseguiam ouvir, enquanto era zombado por um bem-te-vi que repetia sua ladainha "bem-te-viiii, bem-te-viii".
Os peixes da lagoa saltavam pra fora d´água e caiam, fazendo malabarismo e saltos ornamentais, jogando água em quem preferia assistir perto de mais. Os menores apenas se sacudiam na água, imitando o som do mar. Tudo ficava mais bonito com as ondas que o vento soprava com cautela, pra que não atrapalhasse a performance dos peixes.
O vento em si, percebendo quantos músicos já o acompanhavam, aumentava o tom para se fazer ouvido por cima dos outros sons, misturando tudo, compondo, arrumando, comandando o ritmo.
Mas muitos humanos nem percebiam a musicalidade que aqueles fins de tarde tinham. Só alguns poucos, cansados de suas vidas no trabalho, juntavam-se onde descansam os tatus para ouvir um pouco o que aquela pequena orquestra tinha para oferecer.
Aquecimento
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Aquecimento Corporal
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Há 12 anos
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