quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Rosa e o segredo das Flores - parte 10

Na hora do jogo, Rosa correu para o vestiário, trocou de roupa e foi para a quadra fazer aquecimento com o time. Todas estavam concentradas; o técnico era um ex aluno da escola que já estava passando as instruções táticas.
Quando o jogo começou, o time de Rosa estava nervoso, errando alguns arremessos. Foi pedido tempo para novas instruções e o time, oas poucos, foi se encontrando. A torcida ajudava dando seu apoio. No primeiro tempo, a marcação foi muito dura; no último minuto Rosa fez uma cesta e o time ganhou com diferença de um ponto. No segundo tempo, o time ganhou com mais folga,
Tornando-se campeão dos colégios do estado. Subiram no podium para receber a medalha, que foi colocada pela diretora da escola.
O time de Rosa iria agora disputar com colégios de outros estados; nesta segunda fase, o
Campeão iria representar o país em jogos no exterior.
Foi um momento muito feliz e emocionante; o colégio estava em primeiro lugar no basquete, no atletismo e na natação.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sonho de Natal

Estrelinha do céu
Iluminando a criança
que viu Papai Noel
Foi abrindo os olhinhos
com a luz do céu entrando
iluminando o quartinho
a menininha em seguida
voltou a dormir com a
imagem do velhinho bonzinho
O céu foi clareando a menina
dormia, seu rosto refletia
um sono sorriso
Amanheceu os primeiros raios de sol

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Rosa e o segredo das flores - parte 9

Pedro estava atento com seus experimentos. De repente, a mãe chamou os dois para tomarem banho e almoçarem para ir à escola. Rosa perguntou ao irmão:
-por que você não participou do time do colégio?
Rosa, eu não gosto de jogar, respondeu Pedro. Estou me preparando para a feira de ciências. Cada participante precisa mostrar um experimento científico e eu estou muito animado.
-Boa sorte, falou Rosa; se puder. Vai torcer por mim no jogo de basquete. Vai ser às três horas. A torcida é muito importante e hoje é um grande dia. Se meu time ganhar, estaremos na final entre os estados.

- Também desejo boa sorte, Rosa; irei para a torcida do seu time.
Pegaram as bicicletas, encontraram os amigos e foram para a escola. Na sala de aula, Rosa fazia um grande esforço para se concentrar na matéria que estava sendo dada pela professora. Toda hora lembrava do jogo; sabia que se seu tima ganhasse, muita coisa iria mudar. Ela formaria uma sociedade na natureza e as crianças formariam uma união no planeta.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A MENINA DOS PASTÉIS-NO AEROPORTO.

Clarinha brincava,com o seu melhor amigo Betinho, em dado momento, Clarinha falou:- Betinho,vc sabe que vou mudar, e a mudança é de avião?
Betinho-Não,mas depois vc volta a morar aqui? Clarinha- não sei, eu escutei, a conversa do meu pai com a minha mãe,eles falavam que iríamos mudar.Betinho-Se a mudança é de avião, você vai morar muito longe!Clarinha-Acho que sim,não escutei toda a conversa,eles já começaram, a guardar e arrumar tudo lá em casa Betinho- vamos continuar a brincar, enquanto, você está aqui,Clarinha-É cadê a peteca, que estava na caixa dos brinquedos,para a gente jogar.-Aqui Clarinha, do seu lado,joga para mim.E ficaram alguns momentos, jogando, esquecendo a mudança que não os agradava.
No dia sequinte, Clarinha, acordou e como de hábito foi brincar com seu amigo, brincaram a manhã toda e os dias foram passando, eles pressentiam, que a mudança estava próxima, brincavam, divertiam-se evitavam falar na mudança.
Eram como dois irmãos, percebiam que estava chegando a hora da despedida,Clarinha, falou:- Betinho, lá em casa já está tudo arrumado, vamos mudar amanhã.-Betinho,puxa Clarinha, vou sentir muito a sua falta, todos os dias nós brincamos você é minha amiga e irmã.-Clarinha, Nós somos amigos e irmãos longe ou perto sempre,sinto que vou voltar a morar aqui de novo e ficaremos perto novamente. Betinho-Sabe Clarinha, eu também acho.E naquele dia jogaram bola, peteca,pularam amarelinha,subiram nas árvores,jogaram dominó, xadrez,até que o dia terminou e foram para as suas casas com os corações apertados de saudades pela mudança do dia sequinte.
Amanheceu,Clarinha falou para mãe-Mãe, quero ir na casa do Betinho, para me despedir.A Mãe- Antes Toma banho,para não atrasar.
.Clarinha, nem respondeu, foi direto para o banheiro tomou banho rápido.
Betinho, já estava na calçada,pegou as duas cadeirinhas de piscina e esperava por ela. Clarinha, foi encontrar Betinho.
Ele, estava sentado, na cadeirinha de piscina,Clarinha, sentou na outra cadeira,os dois não conversavam, simplesmente ficaram sentados, não precisavam da voz a conversa deles era com o coração o silêncio falava mas que qualquer palavra.
O carro chegou, Clarinha e Betinho,se abraçaram foi uma despedida muda. Clarinha, entrou no carro foi acenando para Betinho até não mas vê-lo.
Ao chegar no aeroporto, tudo era novidade, Clarinha, entrou no avião sentou na poltrona da janela, o avião foi decolando e Clarinha acompanhava tudo pela janela,as casas foram ficando miniaturas, a cidade aos poucos foi sumindo, o avião fazia turbulências, deixando Clarinha assustada ela começou a chorar alto, dizendo que estava sentindo um frio na barriga, as pessoas ficaram sensíveis ao medo de Clarinha, alquém sugeriu, coloca um travesseiro na barriquinha dela para ela esquentar da sensação do frio, a mãe de Clarinha aceitou a idéia e colocou o travesseiro na Clarinha, mesmo assim Clarinha continuou a sentir aquele frio,e chorou todo o percurso,com o frio na barriga e a saudade do amiguinho que ficará.
Ao desembarcar do avião,Clarinha ficou admirada com tantas novidades, o aeroporto era muito maior que o outro,muitas pessoas,tudo era muito bonito, tinha muitas lojas de balas, brinquedos, lojas com objetos que ela nunca havia visto, enfim,tudo era diferente e bonito aos olhos dela.
A mãe de Clarinha, pediu, para que ela segurasse a lata com os pastéis,Clarinha,neste momento viu a pista dos aviões e ficou encantada com a beleza dos aviões correu para a pista com a lata de pastéis debaixo do braço,ela queria ver o avião que estava subindo, ninquém percebeu a fuga de Clarinha,na pista ela encontrou, muitos homens vestidos de azul, com ferramentas nas mãos, Clarinha, se aproximou, ofereceu os pastéis da lata, neste momento, uma voz no microfone, chamava pelos responsáveis,da menina vestida de vermelho, que encontrava-se na cabeceira da pista, com perigo de sofrer algum acidente, os homens de azul pegaram os pastéis e retornaram ao trabalho nos aviões. Clarinha,não tinha noção do perigo, se divertia muito abria os bracinhos imitando as asas dos aviões, corria, de um lado para o outro, todas as pessoas no aeroporto assistiam apreensivos a criança que corria junto com os aviões, quando alquém se aproximava dela ela corria muito mas para brincar naquele espaço,a travessura de Clarinha atrasou os vôos , paralizou todo o aeroporto todos acompanhavam a cena da pista da menina que imitava os aviões com uma lata na mão,ela fazia zique zaque na pista com os aviões. Até que um dos homens vestido de azul consequiu alcançar Clarinha e levou-a para dentro do aeroporto, neste momento a mãe de Clarinha já estava aguardando a filha,Clarinha entendeu que algo estava errado pois ela passou e todos os passageiros do aeroporto estavam olhando para ela,a mãe estava muito séria. quando viram a chegada da Clarinha para o local que ficam os passageiros, uns riam outros faziam expressão de reprovação com o rosto a mãe da Clarinha deu lhe uma reprimenda.
Clarinha,lembrou do seu amigo e comparou a saudade do seu amigo a lata vazia de pastéis.
Outros amigos, outros pastéis e a lembrança do primeiro amigo da infância.

"Amigos para sempre longe ou perto"

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Acorda Brasil, muitos dos seus filhos já estão caídos no chão, sem berços e calçadas.
"no chão".

Rosa e o segredo das flores - parte 8

As flores disseram querendo consolá-la:
- Na vida tudo tem conserto. Agora, você está conhecendo a dor das diferenças. A estrelinha não agüentou ver tudo do céu sem fazer nada e, por isto, escolheu você para ajudá-la a sensibilizar as pessoas, trazendo a beleza da natureza para a cidade. O ser humano é natureza...
-Pense, continuaram as flores, você é uma menina mas se espantou com estes fatos. Há pessoas tão fracas que crescem e envelhecem vendo tudo isso e nem percebem a necessidade de serem solidárias, de amar, de participar!

Rosa agradeceu às flores e disse:
_ Amanhã, vamos conversar com a estrelinha; além de jogar sementes nos jardins das ruas, vamos deixar também uma sementinha em cada casa para despertar os corações dos moradores; será a semente da solidariedade.
Despediram-se e Rosa foi dormir.
No dia seguinte, Rosa levantou cedo, tomou seu café da manhã, fez os deveres de casa e correu para o quintal. Falou para as flores que estava preocupada com a importância da competição da qual participaria naquele dia. Treinou arremesso na cesta do lado da casa até cansar e depois ficou descansando um pouco ali mesmo na casinha da árvore.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Escola natural

Uma lagoa, com água cristalina. O cenário era muito belo os viajantes faziam suas paradas neste local, bebiam água, alimentavam o organismo, descansavam, entabulavam novas amizades com outros viajantes, trocavam informações, de novas paradas para descanso. A lagoa era habitada por muitos peixes coloridos, cisnes, patinhos e outros aquáticos, que não apareciam na superfície uma fauna fantástica, o sol ao bater na lagoa refletia o céu e as nuvens brancas com suas formas em constante mutação. As nuvens não sinalizavam a próxima imagem deixando sempre a curiosidade dando chance ao imaginário dos que ali passavam para novas descobertas do encantamento do céu a lagoa apresentava o novo em formas e cores diversas os pássaros voavam em bando e também tinham suas imagens refletidas na lagoa enfim nada era definitivo toda a beleza do cenário era passageira tudo era belo com suas diferenças sem nenhuma supremacia e nem escolha de predominancia, o tempo era passageiro para todos o cenário transcorria livre.
Em dado momento sem prévio aviso surgia uma orquestra da natureza, tendo como maestro o vento brando que balançava os galhos finos das árvores e as folhas, os vegetais rasteiros, também eram embalados pelo maestro e eles emitiam o seu canto junto as árvores com acordes misturados ao canto dos pássaros que voavam livremente acima das árvores e acima da lagoa.Por sua vez a lagoa participava também com movimentos rítmicos das águas embalando seus hóspedes aquáticos sobre a batuta do vento e entrava na sinfonia da natureza com seus cantos, os protagonistas desta arte com humildade ofereciam esta para todos os seres vivos.
O vento começava a soprar seu assobio. A tartaruga Jujú arrastava-se pela grama junto com Maricota, sapo Beni coachava no seu próprio tom ao ver suas amigas tartarugas chegando, enquanto a perereca Teca saltava de toco em toco toda enciumada, numa percursão nervosa. A capivara se esfregava nas arvores e chiava contente. No céu andorinhas assobiavam e outras traziam em seus bicos frutinhas para alimentar os músicos que se juntavam ao chão. A maritaca Sara se arrumava num galho e começava a se aquecer para o seu solo, enquanto o resto do coral de maritacas juntava a seu redor. De um local mais favorável, rolinhas se aglomeravam e uma preguiça balançava-se num ritmo quase imperceptível, todas preparando seus ouvidos para a sinfonia que se anunciava. O papagaio se empoleirava todo emplumado e cheio de si, sem saber cantar direito, fazia-se de mestre de cerimônia, chamando com sua voz estridente aqueles que ainda não conseguiam ouvir, enquanto era zombado por um bem-te-vi que repetia sua ladainha "bem-te-viiii, bem-te-viii".
Os peixes da lagoa saltavam pra fora d´água e caiam, fazendo malabarismo e saltos ornamentais, jogando água em quem preferia assistir perto de mais. Os menores apenas se sacudiam na água, imitando o som do mar. Tudo ficava mais bonito com as ondas que o vento soprava com cautela, pra que não atrapalhasse a performance dos peixes.
O vento em si, percebendo quantos músicos já o acompanhavam, aumentava o tom para se fazer ouvido por cima dos outros sons, misturando tudo, compondo, arrumando, comandando o ritmo.
Mas muitos humanos nem percebiam a musicalidade que aqueles fins de tarde tinham. Só alguns poucos, cansados de suas vidas no trabalho, juntavam-se onde descansam os tatus para ouvir um pouco o que aquela pequena orquestra tinha para oferecer.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Rosa e o segredo das flores -parte 7

De repente, o quintal ficou todo iluminado e com muitas cores: prateado, azul, rosa, amarelo, lilás. As flores ficaram admiradas com a beleza colorida; a estrelinha desceu bem devagar.
-Olá, Rosa, vamos! Eu trouxe as sementinhas.
-Onde vamos começar a lançá-las?Perguntou Rosa.
-Vamos pedir as flores e ao ventinho para escolherem os pontos onde lançaremos as sementes.
As flores e o ventinho conversaram entre eles, pensaram e, por fim, responderam:
-Por que não começam pelo nosso bairro?
Todos gostaram da sugestão e assim foi feito; começaram pelo bairro.
Rosa e a estrelinha subiram e foram lançando sementes por todo o bairro; em cada rua um tipo de semente de forma que as ruas iam ficando com com diversas cores e com flores de várias espécies.
O que chamou muito atenção de Rosa foi o grande número de pessoas que ela viu dormindo na rua.
-Nunca pensei que houvesse tanta gente sem casa.
Então a estrelinha explicou para Rosa:
-Existem muitas diferenças nas coisas da vida. É através do conhecimento dessas diferenças que o ser humano pode se fortalecer.
Muitas vezes um morador de rua é mais forte como pessoa do que alguém que tenha uma casa para morar.
Rosa escutava calada; logo depois desceram. A estrelinha despediu-se de Rosa, das flores e do ventinho e foi subindo. Quando a estrelinha sumiu, ela começou a contar para os amigos como foi emocionante ver a cidade do alto com a estrelinha; falou também sobre a beleza da cidade e de como à noite era tudo diferente. Viu pessoas bonitas e alegres e outras deitadas no chão, dormindo nos lugares mais escuros e sombrios. As pessoas passavam e não as percebiam ou fingiam não vê-las. A estrelinha mostrou a Rosa uma vida que a televisão não mostrava, a forma como viviam as pessoas que não tem onde morar; ela ficou muito triste vendo essa parte.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Rosa e o segredo das flores -parte 6

No dia seguinte, acordou cedo, foi para o quintal com o seu irmão, subindo na árvore. Rosa não falou ao irmão sobre a visita da estrelinha; apenas perguntou a ele:
Pedro, você acredita que uma estrela pode descer na terra?
-Claro que não, respondeu Pedro. Estrela é do céu e a terra já tem seus próprios habitantes: os homens, os animais, os vegetais as montanhas, os rios, os mares, etc...
Rosa insistiu:
-Mas, se uma estrelinha descer uma noite?
Só se a gente estiver dormindo e sonhando.
Os dois sorriram e foram para a casa tomar banho e almoçar. Depois pegaram as bicicletas e foram para a escola.
Rosa estava muito feliz com o segredo das flores,da estrelinha e do ventinho. .
Ao mesmo tempo ficou preocupada; afinal, fora escolhida para ajudar o planeta e perguntava para si mesma:
Será que vou conseguir? Tenho que ser melhor do que já era, já que ganhei o prêmio.
Quando saiu da escola, foi direto para casa conversar com as flores e falar da sua preocupação.As flores sorriram e disseram:
-Quem sabe cuidar tão bem de um jardim pequeno como o nosso, está preparada e o principal não é só a beleza visual.Até o orvalho da noite, quando chega para nós visitar, já falou que nós formamos um jardim muito bem tratado.
Rosa falou da sua preocupação com a altura; afinal, estava acostumada a subir na árvore mas passear no céu tão alto com a estrelinha era outra coisa. Estava assustada, não sabia se, na hora, iria ter medo.
-Você talvez tenha razão, disseram as flores, pois na terra temos segurança. Mas o homem teve a inteligência de construir um avião e, para isso, ele se espelhou na natureza, no sol, na lua e nas estrelas também. ( As flores estavam falando de Santos Dumont). Assim como o avião, o carro também pode sofrer acidentes. Por isto, o homem precisa ter cuidado. Em alguns casos, a natureza se mostra muito forte em relação ao homem que, por mais forte que seja, não consegue superá-la. Mas, não tenha medo, você estará segura com a estrelinha. Você vai ver o mundo de um modo especial. Nós estaremos acordadas, esperando você voltar para nos contar tudo.
Rosa ficou mais tranqüila. Naquela noite jantou com a sua família, fez o dever de casa e foi para o seu quarto. Quando escureceu, foi para o quintal. As flores embaladas pelo ventinho da noite, estavam esperando por ela.Rosa estava alegre e ansiosa. Ficaram aguardando a estrelinha aparecer.