sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O SOL E A EDUCAÇÃO PARA TODOS

O objetivo principal da Educação física é a inclusão social.
Quando vemos nos esportes de massa como exemplo: futebol “o rei Pelé,” mundialmente conhecido idolatrado por todas as raças, credos, enfim quando surge um talento a paz é instalada no coração dos seres humanos. O talento esportivo é o primeiro caminho da paz, pois eles são seguidos por todos e estes talentos são um dos ícones para a humanidade com valores que o dinheiro não compra, a alegria é espontânea e ela não precisa de cartilha, o levantar dos braços e o grito de um gol sai da boca de qualquer um, seja no palácio, seja no casebre ou na porta de um botequim, por um morador sem destino social. Quando um povo percebe que a mão do homem apertou muito o cerco em padrões sociais que estes padrões normalmente são excludentes. O esporte faz a diferença no sentido de afrouxar as rédeas impostas, pois o entendimento da alegria é natural e livre.
Pelé está vivo, com boa saúde e é um mito mundial, porque invoco a vida dele, a cultura humana gosta de idolatrar mortos e Pelé é rei duas vezes, rei pelo talento demonstrado ao mundo com sua performance impecável no futebol e por ser cultuado como um ser vivo que dá alegria aos seus contemporâneos e aos mais novos.
Após o milésimo gol de Pelé, com a emoção “ Ofereceu aquele momento as crianças", na época sua frase foi mal interpretada e o chamaram de demagogo, e os próprios que acharam a frase imprópria na época, esqueceram que ele ascendeu pelo seu dom esportivo, pois morava em um lugar escondido no país e este lugar também ascendeu com ele “três corações”, aliás um nome muito bonito, o mundo precisa sempre de corações para justificar a vida. Hoje faz sentido a frase dele, tem muitas crianças que não foram olhadas e o esporte com certeza é um divisor de águas. A Educação Física tem muitas especialidades que favorece no aprendizado e na educação, aprender com técnicas divertidas ajuda a fixar o aprendizado formal, uma atividade muito interessante no estudo formal é a atividade (recreação) por ser lúdica ela é muito integradora e fazendo uma analogia com a expressão da fisionomia – quando estamos sorrindo acionamos mais ou menos 60 músculos faciais e o rosto carrancudo aciona 5 vezes mais músculos, a vaidade estética das pessoas é em relação as rugas nos rostos, podemos estender para o aprendizado em evitar as rugas do intelecto o estado de sorriso é uma boa opção na educação.
Aprender com alegria é uma especialidade da Educação Física. As regras de respeito a si e ao próximo são claras e o direito de todos é uma conseqüência do aprendizado sem diferenças, o ser nasce para representar um momento na vida que este momento seja bem proveitoso para todos e deixar como herança de vida bons caminhos para que outros venham percorrer e assim, é a vida que os humanos na imitação vão levando como bagagem para o seu percurso.
O esporte é uma escola, principalmente para educar no bom caminho de inclusão social.”O sol nasce para todos e a chuva fertiliza a terra”, para que possamos caminhar, fortes, saudáveis, portanto, as diferenças podem terminar se tivermos bons ícones humanos, que venceram as agruras e sobrepujaram as barreiras feitas por pessoas que na verdade não são conhecidas e não são ícones para a humanidade.
Ensinar e aprender juntos é um desafio a favor dos melhores conceitos que sempre serão inacabados para dar alegria a todos. EDUCAÇÃO FÍSICA

Uma das fontes de inspiração "Luz do Sol"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Rosa e o Segredo das Flores - Parte 5

Rosa ficou sem fala; o ventinho da noite movimentava as flores suavemente de maneira que elas iam um pouco para frente e voltavam para trás como se confirmassem o amor de Rosa pelas flores.
-Qual o prêmio? Perguntou Rosa curiosa.
-O prêmio é você passear comigo e conhecer outros jardins me ajudando a jogar sementinhas para que nasçam mais flores, para que o planeta tenha mais verde, melhorando o oxigênio e melhorando também a saúde dos homens e dos animais. Estas sementinhas, ao se transformarem em flores, têm o poder de deixar os corações das pessoas com mais alegria, felicidade e amor ao próximo. Rosa ouvia tudo maravilhada. Então, a estrelinha perguntou:
-Você quer mesmo ganhar o prêmio?
-Claro que quero, respondeu Rosa, sorrindo e abrindo muito os olhos.
-Todas as noites virei busca você; amanhã começaremos nosso passeio.

Neste momento, a estrelinha subiu e o quintal escureceu novamente. Rosa ficou ainda um pouco na companhia das flores e do ventinho; depois, despediu-se e foi para a cama dormir.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

CIDADE DOS PASSARINHOS


Uma cidade muito bonita com muitos prédios e árvores frondosas.
Os passarinhos amarelos descansavam nas árvores, um pássaro marrom veio para conversar:
- Alguns meninos jogaram pedra com atiradeira no ninho do Zeca e ele teve que dormir no fio de alta tensão e acordou levando choque. Ficou muito triste e saiu voando.
Os passarinhos amarelos falaram:
- Porque antes dele dormir não falou com a gente? Nós ajudaríamos a montar um ninho durante a noite, nos revezamos na construção daí todos dormem um pouquinho e, até de manhã, todos faríamos um novo ninho.
Lito, o pássaro marrom, respondeu:
- Sabe como ele é muito teimoso. Eu mesmo falei para ele dormir no meu ninho, ele me respondeu “Se os humanos recebem luz dos fios e não acontece nada, vou dormir no fio condutor de luz dos humanos”. Eu falei que eles são fortes, um choque neles é como se fosse um beliscão e nos somos passarinhos e frágeis.
E assim os passarinhos perceberam que os fios elétricos dos humanos não eram o melhor dos poleiros pela experiência do pobre Zeca e que as árvores da natureza eram abrigos amigos. Todos começaram a fazer seus ninhos mais altos nas árvores para terem mais proteção. O Zeca viajou um pouco para relaxar da dor dos choques e depois voltou para reencontrar os amigos em suas casas mais altas e com um ninho novo feito por eles para o Zeca.


VOAR, VOAR PÁSSAROS SÁBIOS
QUANTO MAIS BATEREM AS ASAS
MAIOR SEGURANÇA NO MOMENTO
DO POUSO PARA DESCANSO O
MAIS FÁCIL É UM FIO ONDE É
PERFEITO O ENCAIXE DOS PEZINHOS E NESTE
MOMENTO DO CONFORTO QUE A SAPIÊNCIA
DOS PÁSSAROS ADORMECE EM ALTA TENSÃO.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Rosa e o Segredo das Flores - parte 4

Rosa estudava o necessário. Gostava muito de esportes e as aulas de Educação Física eram as suas preferidas. Participava de todas as atividades terrestres e aquáticas. Começou a treinar basquete no colégio; em breve iriam acontecer os “Jogos Infantis do Estado” e sua equipe iria participar representando o colégio.
Em casa, após chegar da escola, treinava arremesso todos os dias. Quando parava para descansar, conversava com as flores do jardim, bebia água e aproveitava para regar as flores. Rosa costumava contar para as flores tudo sobre o seu dia, fazia perguntas e pedia opiniões; as flores sempre respondiam e davam conselhos a ela.
Certa noite, Rosa estava na casinha e, de repente, ao olhar para o alto, viu uma estrelinha muito iluminada se aproximando dela e das flores. A estrelinha chegou tão perto de Rosa
que sua luz iluminou todo o quintal, enchendo-o de cores.
-Estou fazendo uma visita à terra, falou a estrela. Escolhi sua casa para pousar, por ver o cuidado que você tem com as flores seu jardim é pequeno porém, todas as flores são saudáveis e a terra é muito bem tratada. Já vi que você é muito amiga da natureza. Eu vim oferecer um prêmio ao jardim que fosse tratado por uma criança e o seu foi o escolhido.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ENSINAMENTO DO AMOR

Em uma cidade onde os habitantes eram apaixonados por animais o carinho era incondicional pelos de estimação, foi criado através deste amor espontâneo consertos no afeto social humano.
Todos já estavam cansados do amor do dar e receber como prêmio social. O convívio humano tornou-se árido, amores mal resolvidos, muitas mágoas, intimamente os corações eram solitários, o cérebro fazia uma proteção nesta fragilidade que as pessoas passaram a ter sobre o amor.
Criando mecanismos de ocupações tecnológicas virtuais, enfim ocupando todo o tempo possível das pessoas para evitar a dor da dificuldade de amar.
A forma espontânea de oferecer amor aos animais ajudou na reflexão, o animal não dá matéria em troca e precisa sempre de cuidados diários, e o que ele ofertaria seria amor e alegria. Todos que tinham animais eram muito felizes com o amor de seus “bichinhos de estimação”, quando eles adoeciam cuidavam deles e se desesperavam até que eles ficassem saudáveis de novo. Conversavam com eles e o entendimento do racional com o irracional era puro afeto e amor, uma linguagem afetiva própria deles.
Até então ninguém se dava conta do vazio espiritual entre os humanos que estes estavam vivendo, principalmente quem não tinha animal de estimação, até que ocorreu um fato aparentemente desfocado, mas que mudou o rumo afetivo de todos.
Chegou certa vez na cidade uma nova professora do interior, que admirada com a maneira como os animais eram tratados, não entendia como as pessoas podiam ser tão frias umas com as outras. Será que ela não poderia fazer com que todos tivessem este tipo de afeto desinteressado uns pelos outros também?
No primeiro dia de aula dispensou a matéria tradicional, entrou com seu bichinho de estimação na sala de aula causando grande comoção usando dos próprios conceitos que já estavam na mente daquelas crianças sobre como tratar os animais, começou a direcionar esta idéia para o convívio social, administrou uma aula sobre afeto, solidariedade e alegria, criando com estas três palavras uma gincana escolar.
Os alunos passaram a estudar com motivação e levarão para os seus lares novos conhecimentos práticos de amor ao próximo, assim envolverão familiares e vizinhos.
Quando a direção do colégio viu a melhora no desempenho dos alunos passou a empregar este método de forma oficial e aos poucos o envolvimento da cidade com a gincana escolar foi espalhando e contagiando todos com estes três sentimentos (afeto, solidariedade e alegria).
A cidade mudou, o amor passou a fluir naturalmente nos corações das pessoas, o cérebro voltou a ter a função de irrigar conhecimentos para a prosperidade e assim todos passaram a viver com felicidade por muitos e muitos anos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Rosa e o segredo das flores - parte 3

O caminho para chegar à escola era muito interessante; primeiro atravessavam uma ponte sobre um lindo riacho; em seguida passavam por um túnel de árvores que era conhecido como o “túnel das mangueiras” pois eram vários pés de manga enfileirados dos dois lados da estrada; lá no alto as copas das árvores se juntavam e formavam um lindo um lindo túnel com os raios de sol se filtrando através das folhas e dos galhos. Além de lindo, ali era muito fresquinho. Depois passavam na frente da casa de André e Marcos que juntavam-se aos dois, também de bicicleta. Um pouco mais adiante, encontravam as irmãs Marcela e Ângela que, algumas vezes, por morarem mais perto da escola, trocavam as bicicletas por patins. E lá iam todos alegres para mais um dia de estudo.
-Vamos apostar corrida? Perguntava Rosa quase todos os dias, depois que guardavam as bicicletas.
-Vamos, respondiam os outros juntos. E saiam correndo até a sala de aula.
Pedro era muito estudioso; dizia que queria ser cientista. Sempre se destacava nas aulas de ciências e adorava os experimentos. Ele gostava tanto de fazer experiências que teve a idéia de aumentar a casa fazendo um laboratório ao lado.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Operários

Madrugada. O silêncio é quebrado com os passos dos trabalhadores, as estrelas e a lua cheia emanam uma tênue iluminação, na estrada de chão batido, muitos caminham por ela iniciando mais um dia de labuta.
No término da estrada tem a travessa dos trilhos que outrora fora trilhos dos bondes. E lá se vão os andarilhos silenciosos com uma expressão nos rostos de mesmice, nas mãos alguns carregam suas marmitas outros surradas mochilas, depois da travessa tem uma parada onde uma senhora vende bolinhos de aipim e cafezinho com preço baixo e um caderninho para o fiado, ela é o oposto deles grita que tem bolinho fresco o cafezinho saiu agora, ri, faz piada parece um despertador humano, neste momento começa a diversão que dura poucos minutos mas que dá um despertar, preparando-os para dura rotina do dia.
As conversas giram em torno do futebol, especialmente do jogo do dia anterior. Os jogadores do time, uns são endeusados, outros execrados. Os trabalhadores liberam emoções, há uma modificação completa das fisionomias dos torcedores do time vencedor, ficam com os rostos alegres, expressões infantis de menino, já nos torcedores do time que perdeu a expressão é de homens bravos. De repente a senhora dos salgados, para suavizar o clima entre eles, fala que o juiz roubou, prejudicou o jogo. Dona Efigenia além de especialista nos salgadinhos mantém um clima de camaradagem entre os seus fregueses. A conversa muda para a arbitragem suavizando a derrota do time, dona Efigenia sabe, mesmo com toda a simplicidade dela, que todos eles quando o time ganha se incorporam nos seus ídolos e se sentem heróis e na derrota do time sentem também o fracasso em si mesmos, daí ela rapidamente coloca a culpa no juiz para fortalecer o dia do operário na sua fantasia de campeão.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Rosa e o segredo das flores - parte 2

Pedro, seu irmão, gostou também da idéia mas preferiu fazer uma casa de barbante, imitando uma oca de índio; passou os fios de barbante pelos troncos e colocou ganchos no chão para fixar.
Na frente de sua casa na árvore, Rosa plantou flores formando um lindo jardim; nos fundos ela colocou uma cesta de basquete, em um dos lados jogou areia no chão para treinar saltos, pois gostava muito de praticar esportes. No outro lado ela colocou um balanço depois de
Pedir a seu pai uma corda e um pedaço de madeira. Rosa era uma menina que amava a natureza e os esportes, mas também gostava de se divertir no balanço.
Os amiguinhos de Rosa e Pedro gostavam muito de brincar com eles nas casas das árvores. Os dois irmãos se distraiam tanto nas brincadeiras que, muitas vezes, sua mãe tinha que levar comida para eles, pois esqueciam até de se alimentar. Outras vezes, ela advertia logo de manhã antes de eles irem para o quintal:
- Se vocês hoje não vierem na hora certa para o almoço, vão ficar de castigo! Todas as manhãs era a mesma coisa: eles brincavam até a hora de se arrumarem para ir à escola.Como a escola era perto de casa, costumavam ir de bicicleta.